Caso você ou alguém que você conheça esteja lutando contra pensamentos suicidas ou problemas de saúde mental, procure ajuda. No Brasil, Centro de Valorização da Vida (CVV) fornece ajuda ou informações de forma gratuita. O apoio emocional e serviço preventivo ao suicídio está disponível pelo número 188 ou pelo site www.cvv.org.br. O atendimento está disponível 24 horas por dia.
Paris Jackson, 28, filha do falecido cantor Michael Jackson (1958-2009), revelou ter passado por sessões “dolorosas” de eletroconvulsoterapia (ECT), conhecida popularmente como “terapia de choque”, durante um período de grave sofrimento emocional.
A cantora e atriz, que afirma estar sóbria há seis anos, relatou ter recorrido ao procedimento depois de chegar “muito perto” de uma tentativa de suicídio. “Fiz nove sessões em três semanas. Eu estava a centímetros [de tentar tirar a própria vida]”, começou ela durante participação no podcast “On Purpose”, apresentado por Jay Shetty.
Paris Jackson explicou que, embora controverso, o tratamento é realizado sob anestesia geral e com outros cuidados médicos. No Brasil, o procedimento é reconhecido e pode ser utilizado em casos graves de depressão e risco de suicídio.
Paris, que é fruto do casamento de Michael com Debbie Rowe, revelou como foi sua experiência.
“Não é tão bárbaro quanto costumava ser. Eles usam anestesia geral. Você está inconsciente quando recebe os choques. Tenho muito metal [piercings], então precisei substituir todo o metal do meu rosto por joias de plástico. Você entra, veste a roupa hospitalar, eles te anestesiam, te imobilizam, colocam um protetor na sua boca e aplicam choques elétricos.”
Paris também relembrou ter sofrido “efeitos colaterais muito fortes” após a ECT, e acrescentou que ainda que não consegue se lembrar de algumas visitas que recebeu dias depois.
“Na primeira vez que acordei, foi a dor mais aguda que já senti dentro da minha cabeça. É uma dor causada pelos choques elétricos. Definitivamente, passei dias completamente fora de mim. Amigos foram me visitar e eu nem me lembro de tê-los visto, apesar de ter evidências da visita. Não me lembro das conversas.”
Antes de passar pela eletroconvulsoterapia, Paris afirmou ter tentado diversos outros tratamentos, incluindo a terapia cognitiva comportamental, a terapia comportamental dialética e a dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares (EMDR).
“Eu já tinha conversado com uma cadeira vazia, abraçado o travesseiro, batido nas coisas com tacos enquanto gritava.”
Embora acredite que a ECT tenha sido útil, Paris concluiu que receber choques elétricos uma vez por mês “não funcionaria” para ela. Desde então, ela passou a priorizar uma abordagem de “saúde holística”.
“Se eu não incorporar à minha vida o que aprendo nesses tratamentos e experiências, vou voltar ao estado emocional em que estava antes. Sem esse processo de integração, eu simplesmente continuava piorando cada vez mais.”