A Associação Internacional de Diretores de Elenco (ICDA) lançou nesta quarta-feira (13), durante o Festival de Cannes, na França, novas diretrizes sobre o uso de inteligência artificial na pré-seleção de elencos.
A organização defendeu o posicionamento, justificando que as normas buscam proteger a integridade artística, resguardar os artistas e profissionais de elenco e assegurar que a tecnologia aja apenas como apoio no processo de seleção de atores.
“Estas diretrizes não são contra a tecnologia. Elas visam garantir que a inovação se desenvolva de forma responsável e em parceria com as pessoas cuja criatividade, conhecimento e meios de subsistência são diretamente afetados por essas tecnologias. A IA pode ser uma ferramenta valiosa, mas nunca deve substituir a percepção humana, a intuição e o discernimento artístico”, afirmou Lana Veenker, presidente da ICDA.
O documento reafirma o papel central dos diretores de elenco no processo criativo, condena o uso exacerbado de sistemas de IA que descredibilizam ou ignoram a experiência dos profissionais. Para os membros da instituição, a seleção de atores e atrizes deve se manter um processo criativo, humano e pautado na responsabilidade ética.
Além de ter recebido apoio de alguns estúdios ao redor do mundo, o anúncio foi feito com incentivo prévio da Filmmakers Europe e da Spotlight. Todas as diretrizes foram divulgadas abertamente no site oficial da ICDA e começam a entrar em vigor a partir do momento da divulgação ao público.
*Sob supervisão de Fernanda Pinotti