Fãs enfrentam filas para ver obras de Yoshitomo Nara em Nova York

Longas filas se formaram em frente às galerias David Zwirner, em Nova York, na quarta-feira (5), com a chegada de visitantes para a primeira grande exposição individual do artista japonês Yoshitomo Nara na cidade, em quase uma década.

A mostra ocupa dois espaços próximos da galeria, no bairro de Chelsea, e reúne quase 100 obras, incluindo pinturas e desenhos inéditos, esculturas recentes e trabalhos anteriores selecionados da coleção pessoal do artista.

Conhecido por suas figuras de olhos arregalados e aparência frequentemente infantil, Nara conquistou reconhecimento internacional desde a década de 1990.

Suas imagens podem parecer divertidas e inocentes, mas, segundo visitantes e a galeria, também transmitem emoções como rebeldia, vulnerabilidade e solidão.

O proprietário da galeria David Zwirner, David Zwirner, afirmou que o artista, que trabalha sem assistentes em seu estúdio, é uma pessoa extremamente reservada.

“Ele trabalha sozinho no estúdio, sem nenhum assistente, e realmente valoriza esse tipo de solidão”, disse Zwirner.

A exposição inclui pinturas concluídas em 2026, além de obras mais antigas, selecionadas para criar o que Zwirner descreveu como uma narrativa mais coesa da evolução artística de Nara.

Em um segundo espaço da galeria, na Rua 19, 13 novas esculturas brancas fazem referência à infância do artista no norte nevado do Japão. Zwirner disse que as obras têm uma qualidade “onírica” e “atmosférica”.

“Normalmente, um artista fica feliz em ter uma exposição em uma galeria”, disse Zwirner. “Ele falou: ‘Preciso de um espaço para minhas pinturas e desenhos e de outro para as esculturas’.”

Para os admiradores, a abertura foi uma oportunidade de conhecer as obras de Nara pessoalmente, em vez de vê-las apenas pela internet.

Rebecca Morgan Wetzel, de 65 anos, viajou do Arizona para participar da noite de abertura e descreveu a exposição como uma visita que estava na lista de coisas que queria fazer antes de morrer.

“Os velhos punks nunca morrem”, disse Wetzel, que descreveu Nara como “um punk de coração”.

Ela afirmou que os personagens infantis do artista incentivam o público a recuperar uma perspectiva mais livre sobre a vida.

“De certa forma, isso alimenta sua criança interior, sabe? É sobre viver livremente e experimentar a vida com um olhar infantil, em vez de adulto”, disse.

Reagan Fink, moradora de Nova York, afirmou que queria ver as obras antes de encontrá-las nas redes sociais.

“Eu queria vir, me surpreender e ver tudo com meus próprios olhos”, disse Fink.

A exposição de Yoshitomo Nara em Nova York fica em cartaz até quinta-feira (12).

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