O circuito de Ímola, casa da Ferrari, surgiu como um local provável para a corrida de encerramento da temporada da Fórmula 1, caso os GP’s do Catar e de Abu Dhabi não possam ser realizados devido à guerra no Oriente Médio, com a Malásia prevista para retornar em outubro.
O Catar deve sediar a penúltima etapa do campeonato em 29 de novembro, seguida por Abu Dhabi, em 6 de dezembro. O plano atual é que ambas as etapas ocorram, mas fontes bem informadas indicaram que o Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola — cidade natal do diretor executivo da F1, Stefano Domenicali —, tornou-se o principal candidato a substituir as etapas do Oriente Médio caso as situações impossibilitem.
O jornal italiano Gazzetta dello Sport informou que Ímola, retirada do calendário nesta temporada, poderia retornar como etapa final após o GP de Las Vegas, em novembro. Fontes do GP da Hungria confirmaram à Reuters que tal possibilidade existe.
Malásia
Se confirmado, Ímola seria a primeira corrida de encerramento da temporada na Europa desde que o circuito de Jerez, na Espanha, sediou a etapa final em 1997. Com a Ferrari em busca do primeiro título na Fórmula 1 desde 2008, uma etapa final na Itália provavelmente atrairia um grande público.
O circuito de Portimão, em Portugal, já havia sido considerado uma alternativa voluntária, juntamente com o circuito de Istambul, mas as obras de construção nos próximos meses de inverno, antes do retorno ao calendário em 2027, podem dificultar essa opção.
A Malásia deve ser fixada no calendário em 4 de outubro, entre o Azerbaijão, em 26 de setembro, e Cingapura, em 11 de outubro, como substituta do GP do Barein, cancelado em abril junto com a corrida da Arábia Saudita, em Jeddah.
“Quanto à F1, faremos um anúncio no domingo (26)”, disse o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, a repórteres locais no sábado (25).
Embora seja sediada pelo circuito de Sepang, pela primeira vez desde 2017, a corrida provavelmente será anunciada como um GP do Barein sediado pela Malásia, o que também superaria preocupações quaisquer locais sobre as taxas de sedação, já que o reino do Golfo estaria, segundo relatos, disposto a arcar com os custos.
O fundo soberano do Barein, Mumtalakat, é proprietário da McLaren, equipe campeã da Fórmula 1.