O diretor George Lucas, 82, surpreendeu ao opinar sobre o uso de inteligência artificial no cinema, indo na contramão de outros grandes nomes da indústria ao afirmar que a tecnologia representa o futuro da produção de filmes, pois facilita o trabalho dos cineastas.
O criador das franquias “Star Wars” e “Indiana Jones”, que se afastou da indústria após vender sua produtora à Disney, em 2012, disse acreditar que não há como deter a evolução tecnológica e fez uma analogia com avanços do passado.
“Inteligência artificial significa que se tornou muito mais fácil para nós fazer filmes. Imagina eu sentar aqui e dizer: ‘Bem, eu acredito que o cavalo e a carroça são realmente o que há de melhor. Esses carros… Eles quebram, precisam de gasolina, trazem todo tipo de problema e, em breve, vão transformá-los em tanques, e aí vão matar pessoas. É terrível'”, começou ele em entrevista ao podcast A Rabbit’s Foot.
O vencedor do Oscar resumiu: “Não há nada que se possa fazer a respeito. Isso é progresso, é o futuro.”
Em outro momento da entrevista, George lamentou o uso de grupos de teste pela indústria para definir elementos dos filmes antes do lançamento, afirmando que a prática entrega poder demais ao público e pode comprometer o resultado final da obra.
“Eu não gosto de grupos de teste. O público não sabe o que quer assistir. Se não gostam de um personagem, isso é interessante, e, como cineasta, quero descobrir o porquê. Mas, quando os estúdios ouvem isso, eles interpretam a mensagem de forma equivocada. Eles deixam o público, na verdade, fazer o filme. Hoje em dia, tudo gira em torno do que os fãs pensam. Mas não é assim que se faz um filme”, alfinetou.
O artista completou: “Você faz um filme encontrando alguém que saiba fazer filmes, que tenha uma história para contar e seja apaixonado por isso.”