A construção respondeu por 21,7% dos empregos formais criados no Brasil em julho. O setor registrou saldo positivo de 12.691 vagas no mês, resultado de 208.867 admissões e 196.176 desligamentos, segundo dados do Novo Caged, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), divulgados nesta sexta-feira (28).
A construção teve o segundo maior saldo entre os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, atrás dos serviços, que abriram 24.098 vagas.
A agropecuária teve saldo de 12.523 postos no mês, enquanto a indústria criou 11.315. O comércio foi o único dos cinco grandes setores com fechamento de vagas, com saldo negativo de 2.056 postos.
Entre as três divisões que compõem a construção na CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), as obras de infraestrutura tiveram o maior saldo em julho, com 7.087 novos postos de trabalho. O segmento respondeu por 55,8% das vagas criadas pela construção no mês.
Os serviços especializados para construção abriram 4.253 postos, equivalentes a 33,5% do saldo do setor. A construção de edifícios registrou saldo de 1.351 vagas, ou 10,6% do total. Somadas, as três divisões chegaram às 12.691 vagas criadas pela construção em julho.
Construção abriu 180,4 mil vagas no ano
De janeiro a julho, a construção acumulou saldo positivo de 180.449 empregos formais. O número corresponde a 18,6% das 972.203 vagas criadas no país no período.
O setor também ocupa a segunda posição entre os grandes grupamentos no acumulado do ano. Os serviços registraram 591.519 novas vagas. Na sequência aparecem construção, com 180.449; indústria, com 154.052; e agropecuária, com 54.106. O comércio acumulou fechamento de 7.896 postos.
No recorte interno da construção, as obras de infraestrutura também apresentaram o maior saldo entre janeiro e julho, com 71.711 vagas. A construção de edifícios abriu 61.589 postos e os serviços especializados para construção, 47.149.
As obras de infraestrutura responderam por 39,7% das vagas abertas pela construção nos sete primeiros meses do ano. A construção de edifícios representou 34,1%, e os serviços especializados, 26,1%.
O estoque de empregos formais da construção teve expansão de 6,12% entre dezembro de 2025 e julho de 2026, de acordo com o Novo Caged.
Saldo nacional chegou a 58,6 mil vagas
Com o resultado de julho, o estoque total de vínculos formais no país chegou a 48.082.866. No acumulado de janeiro a julho, foram registradas 15.620.773 admissões e 14.648.570 desligamentos, com saldo de 972.203 postos.
O salário médio real de admissão no mercado formal foi de R$ 2.419,23 em julho. O valor ficou 0,6% acima do registrado em junho e 2,04% acima do observado em julho de 2025.