À primeira vista, a ordem dos países que discursam na Assembleia Geral da ONU parece um tanto aleatória.
Não é alfabética. Não é organizada por região. E não segue propriamente nenhum critério de poder geopolítico — o Brasil discursa em primeiro lugar; em seguida, falam os Estados Unidos.
O sistema é mais complexo do que isso.
Desde 1955, o Brasil abre o debate (com exceção de 1983 e 1984) porque, “nos primórdios, quando ninguém queria falar primeiro, o Brasil sempre se oferecia para fazê-lo”, disse Desmond Parker, então chefe de protocolo da ONU, à NPR em 2010.
Os EUA falam em segundo lugar por serem os anfitriões do evento.
Depois disso, uma combinação de fatores determina a ordem, incluindo o representante enviado pelo país, a data em que solicitaram a palavra e a manutenção de um equilíbrio geográfico na lista de oradores.
“Todos os demais seguem a ordem da data em que a solicitação foi feita. Assim, se abrirmos a lista de oradores em 10 de maio, todos que solicitaram falar no dia 11 de maio garantirão um horário mais cedo”, explicou Parker.
“A ordem efetiva é determinada pela precedência: chefes de Estado falam primeiro, seguidos por chefes de governo, vice-presidentes, príncipes herdeiros, ministros das Relações Exteriores e, na sequência, outros vice-ministros”, adicionou.