A arquitetura de um condomínio vai além da aparência dos edifícios. Cores, jardins, portarias e espaços de convivência também fazem parte da experiência de morar e ajudam a estabelecer uma relação entre o imóvel, a região onde ele está localizado e as pessoas que moram ali.
Com essa perspectiva, a MRV anunciou, no segundo semestre de 2025, uma nova abordagem para as fachadas e o paisagismo de seus empreendimentos residenciais.
A proposta combina soluções contemporâneas com referências aos seis biomas brasileiros, integrando identidade regional, funcionalidade e eficiência, com uso racional de materiais e soluções que otimizam a manutenção.
Desenvolvido pela Diretoria de Produtos e Projetos da MRV&CO, o projeto foi orientado por uma pesquisa nacional com clientes e prevê adaptações às características de cada localidade.
De acordo com Flávio Paulino de Andrade e Silva, diretor de Produtos e Projetos da MRV, a modernização foi viabilizada sem custo adicional para o comprador.
O que motivou a modernização das fachadas da MRV?
A atualização foi desenvolvida a partir da observação das preferências dos consumidores e da escuta junto aos moradores. Uma pesquisa nacional realizada pela MRV buscou identificar demandas relacionadas à estética, funcionalidade, durabilidade e acessibilidade dos imóveis.
A proposta dialoga com as atuais expectativas sobre moradia. A pesquisa Consumer Experience Survey 2024, da JLL Research, identificou que 84% dos Millennials e integrantes da Geração Z consideram que as cidades precisam oferecer novas experiências para continuar relevantes. De acordo com dados internos da construtora, seu público é majoritariamente formado por pessoas jovens, entre 18 e 30 anos, interessadas principalmente em apartamentos de dois quartos, varanda, uma vaga de garagem, lazer coletivo e contato com a natureza.
Nesse contexto, faz sentido que a concepção dos espaços residenciais passe a considerar não apenas o apartamento, mas também as áreas comuns, o paisagismo e a identidade visual do conjunto.
Como os biomas brasileiros inspiram as novas fachadas MRV?

O projeto da MRV utiliza os seis biomas brasileiros como referência para desenvolver fachadas e paisagismo com características que remetem à natureza de cada região.
São eles:
A inspiração aparece principalmente na escolha das paletas de cores, na seleção de espécies vegetais e na integração entre edifícios e espaços externos.
A proposta considera, ainda, a utilização de plantas nativas ou adaptadas às condições climáticas locais. Além de contribuir para a identidade visual dos condomínios, essa escolha tem o potencial de otimizar custos de manutenção e consumo de recursos.
De acordo com Flávio Paulino, “o conceito busca estabelecer uma relação entre arquitetura, paisagem e contexto regional, sem abandonar os critérios de eficiência e racionalização de materiais”.
O que muda nas fachadas e nas áreas comuns dos imóveis MRV?
A modernização contempla diferentes elementos da composição arquitetônica dos condomínios. As mudanças não se limitam às fachadas dos edifícios: incluem estruturas de acesso, jardins e espaços compartilhados.
Entre as principais soluções previstas estão:
- Portarias e guaritas: estruturas planejadas para favorecer a funcionalidade e a circulação;
- Pórticos de entrada: elementos arquitetônicos que destacam o acesso ao condomínio;
- Muros e gradis: soluções contemporâneas integradas ao conjunto;
- Jardins externos: paisagismo com espécies nativas ou adaptadas à região;
- Áreas de lazer e edifícios-garagem integrados visualmente com os demais elementos do projeto;
- Espaços de convivência: ambientes comuns planejados como extensão das áreas privadas.
A proposta combina estética e funcionalidade, com atenção à durabilidade dos materiais e à eficiência construtiva.
As novas fachadas da MRV aumentam o preço dos imóveis?
Segundo a MRV, a modernização foi desenvolvida sem que isso represente custo adicional ao cliente.
Para viabilizar a atualização, a construtora adotou soluções de eficiência construtiva, racionalização de materiais e padronização arquitetônica. O desenvolvimento contou com a integração de equipes de arquitetura e engenharia.
A iniciativa foi estruturada para conciliar a atualização visual dos projetos com o controle de custos, mantendo as características de acessibilidade financeira dos imóveis.
Como a pesquisa com moradores influenciou o projeto?
A participação dos clientes foi uma das bases para o desenvolvimento do novo conceito. A partir da pesquisa nacional realizada, foram compreendidas preferências estéticas e necessidades relacionadas à funcionalidade, durabilidade e custo dos imóveis.
Segundo Flávio Paulino, isso se relaciona profundamente à intenção de incorporar referências relacionadas às origens e às expectativas dos moradores, associando identidade arquitetônica e sustentabilidade à eficiência construtiva.
O projeto também foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar de arquitetos e engenheiros, com atuação integrada nas decisões técnicas e de produto.
Onde o novo padrão de fachadas da MRV já foi aplicado?
No segundo semestre de 2025, 37 empreendimentos foram lançados já prevendo o novo padrão visual, com implementação inicial em Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG).
A previsão da MRV é expandir o conceito nacionalmente, com adaptações às características regionais.
Quais são os benefícios das novas fachadas para os moradores?
A proposta da MRV reúne benefícios estéticos e funcionais em diferentes áreas dos condomínios.
Entre os aspectos contemplados estão a integração visual dos espaços, a utilização de vegetação adequada ao clima local, a durabilidade dos materiais e a racionalização dos recursos empregados na construção.
A escolha de espécies vegetais compatíveis com cada região também pode contribuir para reduzir custos de manutenção do paisagismo.
Em linhas gerais, o conceito amplia a atenção dedicada aos espaços compartilhados e à identidade visual dos imóveis, mantendo o foco em soluções construtivas eficientes e acessíveis.