Comissão vota convite a Andrei por troca de delegado em caso sobre Lulinha

A Comissão de Segurança Pública da Câmara deve votar nesta terça-feira (19) um requerimento do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que convida o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a prestar esclarecimentos ao Congresso sobre a troca do delegado responsável pelo inquérito das fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e pelas investigações relacionadas a um pedido de quebra de sigilo envolvendo Luinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o deputado, a troca no delegado que estava conduzindo as investigações em um “momento sensível” gerou questionamento pela sociedade e precisa ser explicado. 

“A troca gerou questionamentos especialmente quanto à continuidade das diligências, preservação das provas produzidas e autonomia das linhas investigativas em andamento. Dessa forma, faz-se imprescindível que a Polícia Federal apresente esclarecimentos oficiais ao Parlamento brasileiro, garantindo transparência institucional e segurança jurídica à população”, diz o texto de Sóstenes.

O pedido de convite foi protocolado na Comissão de Segurança Pública da Câmara

Para o líder, é imprescindível que a Polícia Federal apresente esclarecimentos oficiais ao Parlamento brasileiro, garantindo transparência institucional e segurança jurídica à população.

Em março, Andrei havia dito que a PF “investigará todos aqueles que tiverem que investigar”. A fala é referência aos inquéritos em voga sobre fraudes no banco liquidado Master, de Daniel Vorcaro, e as fraudes bilionárias do INSS.

Em uma investigação que há citações do “andar de cima” da República, o inquérito do INSS está no STF por relação com políticos e há menções ao nome do filho do presidente. No relatório sob sigilo, a PF apontou supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha, por meio de uma amiga dele. De acordo com a Polícia Federal, ele seria um sócio oculto. Eles negam.

Mudanças na investigação

O setor da Polícia Federal que conduzia as investigações foi retirado da coordenação do caso. A área foi responsável, inclusive, pela quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A responsabilidade pelo caso agora é da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).

A PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.

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