A Colômbia entra neste sábado (15) no sexto dia de buscas por sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na segunda-feira (10).
O número de mortos chegou a 288, segundo o relatório mais recente da UNGRD (Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres). Ao menos 4.018 pessoas ficaram feridas.
Equipes de resgate continuam trabalhando em áreas atingidas, embora a operação esteja progressivamente passando da busca por sobreviventes para a remoção dos escombros e a identificação das vítimas.
Centenas continuam desaparecidas
O relatório da UNGRD divulgado na sexta-feira (14) aponta que 378 pessoas continuam desaparecidas. Mais de 56 mil famílias foram afetadas pelo terremoto.
O desastre também provocou grandes danos à infraestrutura. Milhares de casas foram destruídas ou danificadas, obrigando parte da população a buscar abrigo ou permanecer ao ar livre devido ao risco de novos desabamentos.
O Serviço Geológico da Colômbia registrou 184 réplicas desde o terremoto, aumentando os riscos para os socorristas que trabalham em estruturas instáveis.
Além das perdas materiais, organizações humanitárias alertam para o risco de o terremoto agravar problemas já existentes no país, como deslocamentos provocados por conflitos armados e outras crises humanitárias.
Presidente promete reconstrução
O presidente colombiano, Abelardo De la Espriella, visitou na sexta-feira áreas atingidas, incluindo Pereira e o departamento de Chocó, onde fica o epicentro do terremoto.
Durante a passagem por Pereira, o presidente reconheceu a dimensão da destruição e afirmou que o governo pretende reconstruir a região.
“Eu sei que a situação é apocalíptica. Caminhar pelo centro de Pereira, caminhar pela cidade, parte o coração”, declarou.
De la Espriella afirmou que o governo oferecerá auxílio para o pagamento de aluguel às pessoas que perderam suas casas e trabalhará na reconstrução de residências, prédios públicos, escolas e hospitais.
Em Chocó, o presidente disse que a prioridade do governo é mobilizar os recursos do Estado para enfrentar a emergência.
“Estamos todos juntos na reconstrução da Colômbia, sem distinções políticas, sem ideologias”, afirmou.
O terremoto representa o primeiro grande desafio para De la Espriella, que assumiu a Presidência poucos dias antes da tragédia. O governo vem sendo pressionado a demonstrar capacidade de resposta diante da dimensão do desastre.
EUA anunciam nova ajuda
Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira mais US$ 11 milhões em ajuda humanitária à Colômbia.
Segundo o Departamento de Estado americano, os recursos serão destinados a alimentos, saúde, proteção, assistência para abrigos e avaliações estruturais após o terremoto.
O novo pacote se soma aos US$ 15,5 milhões anunciados pelos EUA na segunda-feira, dia do terremoto. Com isso, a ajuda americana chega a US$ 26,5 milhões.