Realizado em Nova York durante a Brazilian Week, o Brasil-U.S. Industry Day colocou a indústria no centro das discussões sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, o encontro reuniu empresários, investidores e autoridades para discutir caminhos de cooperação econômica e desenvolvimento industrial.
Para a CNI, o evento teve um papel importante ao aproximar o setor produtivo das discussões estratégicas entre os dois países. A avaliação é de que, em um cenário global marcado por disputas comerciais, tarifas e reorganização das cadeias produtivas, o diálogo entre indústria, governos e investidores se tornou ainda mais necessário.
“O papel desse evento é aproximar setores que precisam caminhar juntos. Enquanto governos respondem a questões geopolíticas, o setor empresarial trabalha com planejamento de médio e longo prazo, investimentos, segurança jurídica e ambiente de negócios. Sem esse esforço de articulação e construção conjunta, fica mais difícil transformar oportunidades em resultados concretos”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.
Indústria como eixo do desenvolvimento
Segundo Ricardo Alban, a decisão de criar um espaço voltado especificamente à indústria surgiu da percepção de que as discussões econômicas globais têm sido cada vez mais influenciadas por políticas industriais adotadas por diferentes países.
“O debate sobre tarifas, comércio e competitividade passa diretamente pela indústria. Em uma semana voltada a investimentos e oportunidades para o Brasil, era importante garantir que esse tema também estivesse no centro das conversas”, disse o presidente da CNI.
Alban também defendeu que o fortalecimento da indústria é parte essencial de qualquer estratégia de crescimento sustentável. “Não existe exemplo recente de desenvolvimento econômico consistente sem uma indústria forte e preparada para competir globalmente”, afirmou.
O presidente da CNI destacou ainda que o encontro buscou ampliar a aproximação entre empresas, investidores e autoridades dos dois países. “Quando diferentes setores conseguem sentar à mesma mesa, surgem oportunidades de complementariedade, intercâmbio e desenvolvimento conjunto. É isso que fortalece as relações entre Brasil e Estados Unidos”, concluiu.