Seis presidentes de federações nacionais de futebol de países árabes, incluindo Catar e Marrocos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2030, declararam apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta quinta-feira (13).
O posicionamento ocorre em meio à crise enfrentada pela entidade máxima do futebol após o fracasso de um plano de investimento privado.
Infantino, que busca a reeleição no próximo ano, enfrenta uma revolta aberta depois que três confederações — Uefa, Afc e Concacaf — pediram sua saída devido à tentativa frustrada de levar investimentos privados para competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
O dirigente suíço havia proposto separar os direitos comerciais da Copa do Mundo e vender 20% deles a investidores privados, com o objetivo de levantar cerca de US$ 4,2 bilhões.
“Reconhecendo o importante papel do futebol árabe na aproximação das pessoas e no fortalecimento da cooperação entre as federações de futebol de todo o mundo árabe, nós (…) expressamos nosso total apoio ao senhor Gianni Infantino, presidente da Fifa, e reafirmamos nossa confiança em sua liderança e em seu compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo”, afirmaram os presidentes das seis federações em um comunicado conjunto.
O documento foi assinado pelos presidentes das federações nacionais de Catar, Líbano, Marrocos, Sudão, Egito e Mauritânia. Quatro dos seis signatários também são membros do Conselho da Fifa.
“Apreciamos profundamente os esforços contínuos do senhor Infantino para promover o futebol globalmente, ampliar as oportunidades em todas as regiões e fortalecer o papel do esporte na aproximação de pessoas e comunidades”, disseram.
“Esperamos continuar nossa estreita cooperação com ele para construir um futuro mais forte e próspero para o futebol mundial, ampliando oportunidades e fortalecendo ainda mais a contribuição do futebol árabe para o cenário global.”
A proposta retirada por Infantino previa ainda uma verba de US$ 20 milhões para as federações-membro no próximo ciclo de financiamento. O valor poderia ter sido dobrado caso elas assinassem o acordo.
Apesar da oposição das três confederações, que representam 136 das 211 associações-membro que votarão na eleição presidencial da Fifa em março, Infantino ainda conta com muitos aliados no futebol.