Caso Oliver: Ministério Público acompanha acolhimento dos irmãos da vítima

Os quatro irmãos do menino Oliver, de três anos, que morreu em 8 de julho após ser espancado pelo pai, permanecem juntos em um serviço de acolhimento institucional de Viamão, município do Rio Grande do Sul.

De acordo com as informações do MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), as crianças estão recebendo atendimento especializado e têm acesso a atividades voltadas ao desenvolvimento e ao bem-estar.

Por meio da promotora de Justiça Tatiana Alster, o ministério acompanha e fiscaliza de forma permanente todas as medidas protetivas adotadas para assegurar a proteção integral das crianças, que têm entre um e nove anos de idade.

Recentemente, os irmãos participaram de uma comemoração junina promovida pela instituição, com brincadeiras e alimentos típicos, proporcionando momentos de lazer, acolhimento e socialização.

A promotora Tatiana Alster afirmou que o objetivo principal é garantir a proteção dessas crianças. “O foco neste momento é assegurar a proteção integral das crianças, oferecendo condições para que possam reconstruir suas trajetórias com dignidade, segurança e perspectiva de um futuro melhor”.

Relembre o caso

Oliver Golden Grayson morreu, no dia 9 de julho, no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. O suspeito de espancar a criança é o próprio paio missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, que foi preso. A esposa dele e mãe do menino, Mayanna Angelina Rodgers, também foi presa.

Segundo a investigação, as agressões ocorreram na casa da família, na zona rural do distrito de Águas Claras. À Polícia Civil, o homem disse que agrediu a criança porque ela não teria lhe dado “bom dia”.

De acordo com a delegada Luana Medeiros, que responde pela investigação na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, o suspeito confessou ter dado socos no tórax e no abdômen do filho, e batido a cabeça da criança contra o chão.

No momento das agressões, a mãe da criança estaria em outro cômodo da residência e não teria presenciado o ocorrido. Depois do ataque, o homem entregou o menino à mulher, e os dois o levaram para atendimento no Hospital de Viamão.

A Brigada Militar foi acionada após a equipe médica constatar a gravidade dos ferimentos. O homem foi preso em flagrante, e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.

A investigação apurou que a família mora no Brasil há nove anos e está em Viamão há aproximadamente seis meses. O casal tem outros filhos – de 1, 5, 7 e 9 anos – todos nascidos no Brasil. A mulher é natural do Japão.

A Polícia Civil informou que há registros anteriores, em outros estados, que apontam que os demais filhos também sofreram agressões semelhantes. Eles foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

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