Casas Bahia: Empresas ligadas ao grupo também vão a recuperação judicial

As Casas Bahia comunicaram, em fato relevante, que um pedido de recuperação judicial já aprovado pelo conselho de administração e acionista controlador da companhia foi protocolado no último domingo (16). A ação também vale para outras empresas ligadas ao grupo.

A companhia solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificiar a decisão de ajuizamento, “adotada em caráter de urgência”, conforme fato relevante.

A decisão, no entanto, não afeta somente a varejista. No comunicado, o grupo informa que o pedido de recuperação judicial protocolado inclui as demais empresas ligadas à companhia:

  • ASAP Log – Logística e Soluções Ltda
  • ASAP Log Ltda
  • CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda
  • Cntlog Express Logística e Transporte Ltda
  • Globex Administração e Serviços Ltda
  • Cnova Comércio Eletrônico S.A
  • Integra Soluções para Varejo Digital Ltda
  • Casas Bahia Tecnologia Ltda
  • Indústria de Móveis Bartira Ltda

Segundo a companhia principal, Casas Bahia, a atitude foi tomada devido à piora das condições financeiras da companhia.

No documento, a empresa alega que o ambiente macroeconômico desafiador, marcado pela alta taxa de juros, a restrição do crédito, o aumento do custo financeiro e a pressão sobre consumo e capital de giro foram fatores relevantes para a tomada de decisão.

As Casas Bahia ainda adicionou que, diante desse cenário, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial de fez necessário.

A companhia ainda adicionou que pretende manter suas operações em todos os canais existentes, priorizando atendimento aos clientes e consumidores, que deverão acontecer normalmente após o pedido de recuperação.

A decisão foi compartilhada pouco depois da empresa divulgar seu balanço do segundo trimestre de 2026, que já havia sido adiado por duas vezes.

Marcada inicialmente para 12 de agosto, a publicação foi postergada para o dia 14 do mesmo mês. Chegado o dia, a empresa novamente não compartilhou os informes.

No domingo (16), a varejista publicou os resultados, que apresentaram um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre maio e junho. A quatidade expressiva é 18 vezes maior ante o mesmo período do ano passado.

A publicação também acontece em meio às polêmicas de que a Casas Bahia deve fechar 298 lojas. A informação, inicialmente veiculada na mídia, foi confirmada pela empresa nos documentos do balancete.

Já nesta segunda (27), o grupo também confirmou a renúncia do diretor jurídico, Fábio Spina. Além do diretor jurídico, a companhia informou que os membros do Conselho de Administração Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres pediram renúncia.

As Casas Bahia, porém, não informaram como devem proceder para a eleição de substitutos no conselho.

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