Saulo Oliveira, brasileiro que mora na Antioquia, região noroeste da Colômbia, relatou ao Live CNN os momentos de intensa tensão vividos por ele e sua família durante o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país. Segundo ele, o tremor chegou de forma repentina e com força incomum, deixando toda a família em estado de choque.
Saulo descreveu que o abalo ocorreu por volta das 7h30 da manhã, quando ele e sua esposa ainda estavam acordando. “De repente começamos a ver movimentos muito fortes. Olhei para o teto, olhei para as paredes, tudo balançando”, relatou.
Diante da situação, sua primeira reação foi buscar os filhos. “Saí do meu quarto correndo, com o chão balançando, muito instável, abri a porta do quarto dos meus filhos”, descreveu.
O brasileiro, que tem três filhos pequenos, narrou que seu filho mais velho, de 10 anos, dormia em um beliche e perguntou assustado o que estava acontecendo. “Filho, pula no meu ombro”, disse Saulo que respondeu à criança.
Ele carregou os dois meninos nos braços enquanto o chão ainda tremia. “Não sei de onde eu tirei força”, afirmou. A família conseguiu chegar até a porta de casa no momento em que o tremor começou a ceder, dirigindo-se em seguida para um local aberto.
Saulo mora na Colômbia há 12 anos e afirmou que, desde 2014, já havia sentido outros tremores pelo país. No entanto, o abalo desta vez foi diferente. “Nunca vivi um tremor tão forte igual vivi ontem. Foi algo surreal“, declarou.
Sua esposa, que é colombiana, também tem memórias marcantes de terremotos anteriores, especialmente o de 1999, que, segundo Saulo, “foi uma tragédia que marcou a vida dos colombianos”.
Vizinhos assustados e estado de alerta
Após o tremor, a preocupação de Saulo se voltou para os vizinhos. Ele relatou que as pessoas estavam muito assustadas e muitas se recusavam a entrar em suas casas com medo das réplicas.
“As pessoas estavam um pouco assustadas e não queriam entrar em suas casas”, disse. Em sua própria residência, Saulo identificou apenas algumas trincas, sem comprometimento estrutural.
Questionado sobre alertas e orientações das autoridades, Saulo explicou que a recomendação atual é permanecer em estado de alerta, pois esse tipo de terremoto chega sem aviso prévio.
“Quando a gente está aqui em casa, chega o terremoto e a gente tem que buscar ir por um lugar que esteja tudo despejado, sem árvore”, orientou. Ele também contou que, após o ocorrido, passou a noite explicando aos filhos, com a ajuda da experiência da esposa, como agir diante de situações semelhantes.
“É um sentimento de impotência. Um terremoto é algo que sai totalmente do controle. Você não tem como fazer absolutamente nada”, concluiu.