O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 200 milhões, com recursos do Fundo Clima, para um projeto de restauração ecológica da Mombak na Amazônia. A iniciativa prevê a recuperação de 7,2 mil hectares de áreas degradadas, principalmente no Pará, e investimento total estimado em R$ 457 milhões.
De acordo com o BNDES, o projeto tem potencial para remover mais de 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera ao longo de 50 anos, o equivalente à geração de até 4,7 milhões de créditos de remoção de carbono.
Esses créditos deverão ser comercializados no mercado voluntário e também poderão ser destinados, futuramente, a mercados regulados de carbono que estão em desenvolvimento em diferentes países.
Segundo o banco, os recursos correspondem a cerca de 44% do valor total do projeto. O restante será financiado pela própria Mombak por meio de outras fontes. A operação terá prazo de 25 anos e faz parte da linha Fundo Clima de Florestas Nativas e Recursos Hídricos, voltada ao plantio de espécies nativas, sistemas agroflorestais e recuperação da vegetação.
O financiamento será destinado a atividades como preparo do solo, plantio, manejo, aquisição de mudas e sementes, manutenção das áreas, monitoramento florestal e obras de apoio. A empresa concentra sua atuação em áreas degradadas pela pecuária extensiva no bioma Amazônia.
A implantação do projeto deverá ocorrer ao longo de quatro anos. A recuperação combinará diferentes técnicas, de acordo com as características de cada área, incluindo plantio de mudas, semeadura direta e regeneração natural assistida. A estimativa é que cerca de 90% da área seja restaurada por plantio e semeadura, enquanto aproximadamente 10% será recuperada por regeneração assistida.
Entre as espécies previstas estão castanheira, paricá, ipê-amarelo, ipê-roxo, angelim-vermelho, samaúma, tachi-branco, fava-arara, mogno-brasileiro e amarelão.
Esta é a segunda operação de financiamento do BNDES com a Mombak para projetos de restauração ecológica. Em janeiro de 2025, o banco aprovou R$ 160 milhões para a recuperação de 13 mil hectares na Amazônia.
Segundo o BNDES, até junho de 2026, 9,4 mil hectares desse primeiro projeto já haviam sido implantados. Somadas, as duas operações totalizam R$ 360 milhões em financiamentos e previsão de restauração de aproximadamente 20,2 mil hectares.