O ala Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies, tinha heroína, cocaína, morfina e diversos medicamentos de prescrição no organismo quando morreu, segundo o resultado da autópsia divulgado na segunda-feira (24) pelo Departamento de Examinadores Médicos do Condado de Los Angeles.
A morte do jogador de 29 anos foi classificada como acidental. Segundo o laudo, os efeitos combinados de heroína e cocaína foram a causa da morte. Já os efeitos de múltiplos medicamentos prescritos foram apontados como uma condição significativa adicional.
Clarke foi encontrado inconsciente em um quarto de uma residência no Vale de San Fernando, em Los Angeles, no dia 11 de maio. Ele foi atendido por paramédicos, mas teve a morte constatada ainda no local.
De acordo com os socorristas que estiveram na residência, havia produtos de cannabis, dispositivos para vaporização, seringas, Narcan — medicamento usado para reverter overdoses de opioides — e uma substância branca em pó, que não foi identificada.
O resultado divulgado nesta segunda-feira apresenta informações semelhantes às de um relatório preliminar divulgado pelo departamento médico-legista pouco mais de duas semanas atrás.
Carreira na NBA
Brandon Clarke disputou toda a carreira de sete anos na NBA pelo Memphis Grizzlies. Antes de chegar à liga, passou por San Jose State e Gonzaga no basquete universitário.
Em 309 partidas na NBA, sendo 50 como titular, o jogador teve médias de 10,2 pontos e 5,5 rebotes. Na temporada 2019-20, sua primeira na liga, terminou em quarto lugar na votação para Novato do Ano.
Na última temporada, Clarke participou de apenas duas partidas pelo Grizzlies, ambas como titular, em dezembro. Teve médias de quatro pontos e três rebotes.
O jogador havia perdido o início da temporada após passar por uma cirurgia no joelho e ficou fora da reta final devido a uma lesão na panturrilha.