Ataques dos EUA contra o Irã deixam ao menos quatro mortos, diz mídia

Pelo menos quatro pessoas morreram após ataques realizados contra diversas áreas do Irã na madrugada desta sexta-feira (24), segundo a mídia estatal iraniana.

As quatro mortes registradas ocorreram na província costeira ocidental de Khuzestan, no que o governador da província afirmou ter sido um ataque dos Estados Unidos à cidade de Ahvaz, informou a emissora iraniana Press TV. Segundo a reportagem, várias outras pessoas também ficaram feridas.

Ainda em Khuzestan, ataques com mísseis atingiram áreas próximas às cidades de Andimeshk e Omidiyeh, informou a agência estatal IRNA.

Um local nos arredores da cidade de Khondab, situada a cerca de 240 quilômetros da capital iraniana, Teerã, na província central de Markazi, foi atingido por dois projéteis, segundo o vice-governador da província, de acordo com a IRNA. As autoridades ainda estão avaliando o número de vítimas e a extensão dos danos.

Um projétil também atingiu um local na cidade de Khorramabad, informou o vice-governador da província central de Lorestan, segundo a IRNA, que acrescentou que as autoridades ainda estão avaliando possíveis danos e vítimas.

Já na cidade portuária de Bandar Abbas, duas pessoas ficaram feridas em um ataque, informou a emissora estatal IRIB.

Como mostrado pela CNN, na noite de quinta-feira (23), o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que as forças armadas dos EUA estão lançando mais ataques contra o Irã.

“Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir as ameaças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial”, afirmou o CENTCOM na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 18h45, horário da costa leste dos EUA (19h45, em Brasília).

O presidente americano Donald Trump sinalizou, na quinta-feira, que ainda não está pronto para negociar um novo cessar-fogo com o Irã, afirmando que eles “precisam de mais do mesmo” após dias consecutivos de ataques aéreos.

O presidente acrescentou que os líderes do Irã “têm intenções malignas”, antes de reiterar sua promessa de que o país não teria permissão para possuir armas nucleares.

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