Ataques militares israelenses mataram pelo menos sete pessoas no Líbano, incluindo uma criança e dois idosos, informou a mídia estatal libanesa neste domingo (21), enquanto os confrontos entre Israel e o grupo militante Hezbollah continuam.
Uma criança, uma mulher e dois idosos foram mortos na cidade de Sahmar, no Vale do Bekaa, segundo a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano). Mais ao sul, dois palestinos foram mortos no campo de refugiados de Rashidieh, em Tiro, informou a agência.
As Forças de Defesa de Israel disseram à CNN que “não tinham conhecimento de nenhuma atividade das FDI nesses locais” desde a meia-noite, no horário local, deste domingo.
Após o início das hostilidades entre Israel e o Hezbollah no início de março, as comunidades palestinas em campos de refugiados no sul do Líbano estiveram entre as “mais expostas à atividade militar”, segundo a organização sem fins lucrativos American Near East Refugee Aid (Anera).
Estima-se que cerca de 222 mil palestinos vivem no Líbano atualmente, segundo um relatório publicado na quinta-feira pela Anera.
Muitos começaram a se estabelecer lá durante a Nakba, ou “a catástrofe”, de 1948, acrescentou a Anera, quando mais de 700 mil palestinos fugiram ou foram expulsos à força de suas casas após a guerra de 1948 e 1949, no território que hoje corresponde a Israel.
As pessoas que vivem em campos de refugiados nos arredores de Tiro, incluindo Rashidieh, Burj El Shemali e El Buss, enfrentam “insegurança recorrente, greves nas proximidades e períodos de isolamento”, afirmou o relatório da Anera.
“Para as comunidades palestinas que já vivem em situação de precariedade prolongada, a guerra eliminou qualquer sensação de segurança”, acrescentou o relatório.