Aquecimento global: planeta pode ultrapassar 1,5 °C até 2030, alerta ONU

Um novo relatório da ONU, a partir do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) afirma que o planeta pode elevar a temperatura em 1,5 °C em 2030, o que pode aumentar o risco de impactos climáticos.

As organizações mundiais tentam, há mais de uma década, conter o aquecimento global. De acordo com o relatório, é possível realizar um desvio temporário, mas apenas se os países redobrarem seus esforços para a eliminação gradual das utilizações de combustíveis fósseis.

Junto com essa eliminação, ainda seria necessário reduzir as fontes de emissão, que podem limitar o pico de aquecimento para 1,8°C. Quando houver essa realização, será necessário fazer a remoção do carbono para assim trazer as temperaturas de volta a 1,5°C ou abaixo disso ainda neste século.

A meta dos 1,5°C foi estabelecida em 2015, durante o Acordo de Paris, com foco em manter a temperatura média global abaixo de 2°C.

Em 2025, a Corte Internacional de Justiça determinou que as nações devem se comprometer com a meta de temperatura. Caso não sejam comprovadas ações governamentais para que isso se torne possível,  os governos podem ser processados em tribunais internacionais.

Em maio deste ano, a maioria dos países votou na Assembleia Geral da ONU para endossar a decisão do tribunal e instar à adoção de medidas para limitar o aquecimento em 1,5°C.

Caso o aquecimento global acima da temperatura máxima da média global pode desencadear a não reversão de mudanças climáticas que o planeta Terra já sofre, como o derretimento das plataformas de gelo da Groenlândia e da Antártica Ocidental, o colapso de correntes marítimas cruciais para a distribuição de calor no Oceano Atlântico ou a transformação da Floresta Amazônica em uma fonte de emissões líquidas.

Está tudo perdido?

Segundo o Climate Action Tracker, o acordo de Paris evitou, até o momento, cerca de 1°C de aquecimento. Com isso, ao invés de 3,6°C até 2100, o mundo está a caminho de uma alta de 2,6°C até o fim deste século.

Apesar dos números não reais não serem os ideais, as emissões de carbono estão se estabilizando em escala global, porém, ainda sem de fato cessar totalmente.

*Sob supervisão de AR.

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