A Seleção Brasileira que encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo na liderança do Grupo C tem um protagonista: Vinicius Júnior.
Autor de dois dos gols da vitória sobre a Escócia nesta quarta-feira (24), em Miami, o atacante participou diretamente de cinco dos sete tentos da campanha do Brasil até aqui no Mundial.
Cobra-se há tempos de Vini Jr que assuma o vácuo deixado por Neymar, afastado da equipe nacional desde outubro de 2023 e, hoje, de volta após um hiato de quase três anos, longe de sua melhor forma física e técnica.
Acostumado a brilhar na elite e habituado às pressões de um gigante como o Real Madrid, Vinicius precisava transferir o peso que tem no clube para a Seleção. Assim tem feito o camisa 7 nesta Copa.
Contra a Escócia, foi esperto no lance do primeiro gol ao perceber o bloqueio de Rayan na saída de bola adversária. No segundo gol, posicionou-se bem para fazer de cabeça, tipo de gol incomum para ele.
A equipe de Carlo Ancelotti ainda gera dúvidas para o mata-mata, principalmente com relação à capacidade de controlar jogos, inclusive os mais simples, como o desta quarta, em que a Escócia não ofereceu perigo ao gol de Alisson.
Por vezes, a vontade de decidir rápido as jogadas mostra um Brasil afobado, que tenta concluir lances que poderiam ser melhor construídos.
É verdade que, no plano de Carlo Ancelotti de ter quatro homens bem ofensivos, não é característica desses atletas desacelerar. Pelo contrário: são explosivos, procuram a área adversária a todo instante. Contudo, faria bem circular um pouco mais a bola e procurar melhores oportunidades.
Por outro lado, em meio à desconfiança e à necessidade de ajustes, a caminhada até o fim desta fase de grupos tem algo a ser celebrado, uma certeza. Ela chama-se Vinícius Júnior.