O Corinthians entra em campo pressionado para buscar a classificação diante do Rosario na Copa Libertadores da América.
Com a eliminação recente na Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro praticamente fora de alcance, a competição continental se tornou o único caminho viável para um título na temporada.
No Convocação CNN, a comentarista Nathália Fiuza debateu o papel de Memphis Depay nesse contexto e avaliou o peso do confronto decisivo para o Timão. A análise girou em torno não apenas da importância tática do atacante, mas também da necessidade dele corresponder ao alto investimento feito pelo clube paulista.
Memphis Depay: qualidade superior, mas falta de ritmo preocupa
Nathália Fiuza, comentarista da Itatiaia, destacou que a chegada de Memphis representa uma mudança significativa no perfil ofensivo do time.
“O Memphis não é um jogador que fica só esperando cruzamentos dentro da área. Ele se movimenta, consegue fazer tabela, abrir espaço para os companheiros”, afirmou.
Na avaliação da comentarista, a qualidade técnica do holandês é superior à de Yuri Alberto, que está lesionado, e à de Pedro Raul. A presença do camisa 10 deve mudar o estilo de jogo praticado por Fernando Diniz, que teria sido obrigado a atuar de forma diferente de sua preferência por conta das características dos centroavantes disponíveis.
Apesar do entusiasmo em torno do retorno do atacante, a falta de ritmo de jogo foi apontada como um fator de risco.
Memphis realizou apenas um treino coletivo com os companheiros de Corinthians, tendo feito trabalhos individuais e de academia no período anterior.
Por conta disso, Memphis deve atuar entre 30 e 45 minutos no jogo decisivo contra o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores.
Memphis tem que “se pagar”
Com o Campeonato Brasileiro apontado como uma disputa praticamente restrita a Palmeiras e Flamengo, a Libertadores foi identificada como a única oportunidade real de título para o Corinthians na temporada.
Nesse cenário, a cobrança sobre Memphis se intensifica.
“Para o Memphis ‘se pagar’, tem que ter título, tem que ter retorno dentro de campo, porque senão a conta lá na frente não vai fechar”, afirmou Nathália Fiuza.