O técnico Javier Aguirre usou suas memórias da última Copa do Mundo disputada no México para blindar e motivar seus jogadores na véspera da estreia contra a África do Sul. Quatro décadas após entrar em campo como jogador no Estádio Azteca, o comandante de 67 anos afirmou nesta quarta-feira que nenhuma experiência em seus 50 anos de carreira se compara à emoção de disputar um Mundial em casa.
“Não tive maior emoção em 50 anos de futebol do que uma Copa do Mundo em casa”, declarou Aguirre aos jornalistas antes do confronto válido pelo Grupo A. “É algo inesquecível.”
O México abre o torneio nesta quinta-feira (11) carregando o peso das expectativas de uma nação apaixonada por futebol. Diante disso, o treinador revelou em entrevista coletiva um dado estatístico que desconhecia: os mexicanos tentarão fazer história ao buscar a primeira vitória do país em um jogo de abertura de Copa do Mundo, após sete tentativas frustradas ao longo da história.
“Então temos mais um motivo para vencer amanhã. Vamos quebrar essa estatística”, reagiu o treinador ao ser informado sobre o tabu.
Equilíbrio emocional contra o favoritismo
Embora o México seja apontado como amplo favorito para vencer os sul-africanos, Aguirre ressaltou que o fator casa só fará diferença se os atletas souberem controlar a ansiedade e a pressão de mais de 80 mil torcedores.
Foco nos 90 minutos: “Não se pode enlouquecer”, alertou. “Todo mundo quer resolver o jogo no primeiro tempo, mas a partida dura 90 minutos.”
Fator mental: De acordo com o técnico, a preparação para a estreia diante do seu público vai além das quatro linhas: “Não se trata apenas de futebol, é equilíbrio emocional”.
¡Que sea un día inolvidable para todo México! 👏🥹
Las #VocesTricolor de nuestro DT, Javier Aguirre, a un día del debut Mundialista contra Sudáfrica. 🗣️
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— Selección Nacional (@miseleccionmx) June 10, 2026
Da grama ao banco de reservas
Aguirre tem propriedade para falar sobre a pressão do Azteca. Ele integrou o elenco do México na Copa do Mundo de 1986 e jogou a partida de estreia contra a Bélgica naquele mesmo gramado. Mais tarde, já como treinador, comandou a seleção nos Mundiais de 2002 e 2010.
Agora em sua terceira passagem pelo comando da seleção, ele tenta transmitir aos atletas a mesma segurança que sentia na época de jogador. “Lembro da confiança com que entramos em campo para enfrentar a Bélgica. Quero passar aos jogadores que amanhã pode ser um grande dia para nós, uma celebração que será lembrada por décadas”, concluiu.