Agricultura familiar movimenta R$ 5,8 milhões na Expointer

Passado os primeiros cinco dias da 49ª Expointer, em Esteio (RS), a agricultura familiar alcançou a cifra de R$ 5,8 milhões em negócios, que inclui a venda das agroindústrias, do artesanato, de plantas, mudas e flores.

Ao todo, são 509 expositores de 216 municípios gaúchos no Pavilhão da Agricultura Familiar, o que transformou a feira também em uma vitrine da diversidade da produção rural do Estado, conforme destacou a organização do evento em nota.

O volume no caixa da agricultura familiar pode aumentar até o último dia de evento, que se encerra no próximo domingo, 6 de setembro, em razão das rodadas de negociações internacionais.

Nesta quinta-feira (3), a vitrine internacional para a produção gaúcha se ampliou por meio de 15 países interessados em importar itens gaúchos e, por isso, participam da roda de negociações.

Dos 509 expositores desta edição, 400 são agroindústrias familiares, 74 são empreendimentos de artesanato, 28 atuam nos segmentos de plantas, mudas e flores, e sete são cozinhas, detallhou o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Gustavo Paim.

São 265 jovens à frente de empreendimentos e 179 negócios liderados por mulheres.

A estimativa é de que os empreendimentos presentes no pavilhão sejam responsáveis por mais de 1,5 mil empregos ao longo dos nove dias de Expointer.

Entre os participantes do segmento de artesanato, oito são indígenas e três são quilombolas. Há ainda 69 empreendimentos com certificação orgânica.

A feira funciona como uma amostra de uma cadeia produtiva bem maior espalhada pelo território gaúcho. Atualmente, mais de 4,1 mil agroindústrias estão cadastradas no Peaf (Programa Estadual de Agroindústria Familiar).

Melhores produtos gaúchos na Expointer

O Pavilhão premiou os destaques do 14º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar.

Entre os vencedores está a Granja Grespan, de Carlos Barbosa, que participa pela primeira vez da Expointer e conquistou o primeiro lugar na categoria doce de leite. Também de Carlos Barbosa, a Ferrari Alimentos venceu entre os queijos coloniais.

Durante três dias, especialistas avaliaram às cegas centenas de amostras, considerando critérios de qualidade e características sensoriais. A avaliação contou com representantes de instituições como UFRGS e Embrapa Uva e Vinho.

Na categoria erva-mate, o primeiro lugar ficou com a Barbaquá Machadinho, de Machadinho.

A agroindústria utiliza o sistema tradicional de secagem em barbaquá, processo lento inspirado em técnicas indígenas e que leva cerca de 24 horas.

O concurso também contemplou produtos como mel, melado, salames, linguiças, cachaças, sucos de uva e vinhos, reforçando a diversidade da produção das agroindústrias familiares gaúchas.

Segundo a organização, o prêmio é pensado para dar visibilidade aos produtos, incentivar ganhos de qualidade e ampliar as oportunidades de mercado para os pequenos produtores presentes na Expointer.

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