Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (3), o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) citou um livro do escritor Karl Marx para defender a criminalização de músicas que fazem apologia a facções criminosas.
O candidato do Missão recorreu a ideias do filósofo alemão sobre a relação entre a estrutura econômica e as formas de organização social e afirmou que “a cultura também é determinada pela estrutura econômica” e que ela “determina a estrutura da favela”.
“Eu não acredito que um tipo de música que é construído como instrumento de propaganda para facção criminosa e que faz uso dessa propaganda para manter a dominação territorial deva ser aceito como a música que impulsiona o imaginário dessa criança”, disse o candidato.
Renan também declarou que o Brasil está em guerra e que o país não pode permitir que a música de seu “inimigo, que está matando o povo”, seja comercializada livremente.
Ao defender uma atuação mais forte do Estado nas áreas dominadas pelo crime organizado, o político afirmou que moradores de favelas não têm garantidos direitos básicos, como propriedade, liberdade e segurança.
“Uma favela não tem direito à propriedade. Um traficante pode mandar você sair da sua casa. Ele tem direito a liberdade? Claramente não”, afirmou.
Além disso, na avaliação de Renan, a distância entre as moradias e os locais de trabalho também prejudica a convivência familiar. “Foi retirado da pessoa na favela, inclusive, o direito de jantar com seus pais, mães e parentes, porque eles estão tão distantes do local de trabalho que passam o dia inteiro em trânsito”, afirmou.
Como alternativa, o candidato à Presidência defendeu um plano de urbanização das favelas e afirmou ser o único com um plano de urbanização para favelas.
Segundo Renan, a proposta custaria R$ 1,5 trilhão e precisar de dez anos para implementação, além de prever quatro alternativas para “desfavelizar o Brasil”.