Durante entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (15), o ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), comentou o apoio do PT (Partido dos Trabalhadores) a seu nome no pleito deste ano.
João foi questionado sobre divergências dentro do petismo pernambucano à formação da chapa, o que inclusive culminou no licenciamento do presidente estadual da sigla, Osmar Ricardo.
Após acusações de perseguições de João, Osmar se afastou do posto para apoiar a oponente Raquel Lyra (PSD), atual governadora de Pernambuco e sua principal concorrente nas eleições deste ano.
Em sua resposta, o candidato afastou qualquer animosidade entre seu nome e o diretório estadual do PT, ao garantir que a composição da chapa foi aprovada pela maioria dos integrantes do partido e que algumas divergências são do campo “pessoal”.
Segundo ele, discordâncias e decisões não unânimes fazem parte da democracia, mas o foco da chapa, além do apoio no âmbito local, é promover o palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem Geraldo Alckmin, do PSB (Partido Socialista Brasileiro), como seu vice.
“Do ponto de vista político, há uma perfeita harmonia e alinhamento, não só aqui em Pernambuco, mas também a nível nacional, com a própria candidatura de Alckmin, o vice-presidente que é do nosso partido. E a construção de mais de 13 palanques no Brasil que a gente fez junto com o PT para o presidente Lula. Além de apoiar o presidente em todos os estados da federação.”
“Uma aliança que é para além de uma eleição; é uma aliança de quem acredita que a política deve cuidar de quem mais precisa e de eventuais posições divergentes”, declarou.
A reeleição de Lula foi um dos pontos que João defendeu em suas falas, principalmente por projetos estaduais que dependem de parceria com o governo federal. Ao ser questionado sobre o trabalho com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso ambos sejam eleitos, o candidato não apostou na possibilidade de ver “o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro”.
“Eu não vejo o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro e vejo o Lula sendo reeleito. Então, de forma muito sincera e verdadeira, eu trabalho, me mobilizo e acredito na eleição de Lula para presidente.”
Ao se afastar da possibilidade, o candidato fez uma comparação de quando geria a cidade de Recife durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da qual ele acusou a ausência de uma relação institucional com as cidades e estados. Segundo João, o governo teria recorrido a meios de governar sem o apoio do Planalto.
“Fui prefeito do Recife no momento em que Bolsonaro era presidente da República. Posso dar um testemunho de que ele não tinha uma relação institucional com as cidades, com os estados. Então, não havia um governo que funcionasse para garantir uma relação institucional com os entes federados, né? Independente de partido, de quem cada um apoia, o Brasil tem que funcionar”, completou.
Entrevistas com os candidatos ao governo do PE
Além de João Campos, a CNN Brasil entrevista a atual governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. As sabatinas são transmitidas pelo YouTube da CNN Brasil às 13h30 e exibidas na TV às 23h30.
A seleção dos entrevistados tem como referência os candidatos mais bem colocados, segundo os dados do Índice CNN, agregador de pesquisas desenvolvido em parceria com o Ipespe Analítica.
Confira a agenda de entrevistas:
- João Campos (PSB): terça-feira (15);
- Raquel Lyra (PSD): quarta-feira (16).
*Sob supervisão de João Ker