Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (7), o vice-governador e candidato ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza (MDB) buscou se apresentar como alternativa na polarização que atinge tanto o país como o estado na disputa eleitoral.
Ele se apresenta com distanciamento do candidato da chapa bolsonarista no estado, Luciano Zucco (PL), e do nome apoiado pelo petismo, Juliana Brizola (PDT). Segundo ele, Juliana teria problemas de diálogo com um possível governo de direita, enquanto Zucco não teria diálogo em um possível quarto mandato do petista.
Apesar de apoiar Ronaldo Caiado (PSD) e apontar o ex-governador de Goiás como alguém com “estatura moral” para governar o país, em uma derrota de seu aliado, Gabriel apontou ser o “único capaz” de conversar com o próximo presidente, independentemente de quem seja eleito.
Para defender tal ponto, ele destacou o bom diálogo da atual gestão Eduardo Leite (PSD) com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente durante as enchentes no estado e na renegociação das dívidas. O candidato sinalizou que deve buscar o Planalto em uma futura gestão para reaver o acordo dos débitos estaduais.
“Eu tenho condições de conversar com quem quer que seja, tanto é verdade que conversamos com o governo federal atual e avançamos no sentido de renegociar a dívida do estado com a União”, disse.
Apesar de apresentar esse cenário, o candidato ainda necessita avançar nas pesquisas de intenção de voto, uma vez que ocupa o terceiro lugar. Com o início das propagandas em cadeia de rádio e TV, ele aposta ser possível ganhar mais projeção com o eleitorado e se tornar mais conhecido — sendo esse ponto a justificativa para o desempenho nos levantamentos.
Gabriel aposta em ir ao segundo turno, após esse crescimento esperado advindo da propaganda eleitoral gratuita. Um dos trunfos esperados para a guinada na segunda etapa seriam os votos daqueles que são contrários a um dos lados polarizados que avançasse nas eleições.
“Nossa expectativa é que, nos tornando mais conhecidos, porque ainda sou muito desconhecido em proporção ao eleitorado e também em comparação aos demais candidatos, certamente isso vai me ajudar muito a conquistar votos e eu não tenho dúvidas de que nós iremos para o segundo turno. E, estando no segundo turno, vamos vencer essa eleição”, completou.
O candidato também apontou um suposto “acordo” entre seus principais rivais para ausências nos debates ou para evitá-lo nesses encontros. Para ele, tal plano dos lados opostos teria como intuito manter a polarização até a segunda etapa do pleito.
“[Eles têm receio de debater comigo na medida em que é notório, as suas fragilidades, o ponto de vista de ausência de propostas, propostas factíveis, que parem de pé, que realmente venham ao encontro de resolver o problema das pessoas”, disse.
Entrevistas com os candidatos ao governo do RS
Além de Gabriel Souza, a CNN Brasil convidou para entrevistas nesta semana Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB) e Luciano Zucco (PL). As sabatinas são transmitidas pelo YouTube da CNN Brasil às 13h30 e exibidas na TV às 23h30.
A seleção dos entrevistados tem como referência os candidatos mais bem colocados, segundo os dados do Índice CNN, agregador de pesquisas desenvolvido em parceria com o Ipespe Analítica.
Confira a agenda de entrevistas:
- Gabriel Souza (MDB): segunda-feira (7);
- Juliana Brizola (PDT): terça-feira (8) — a confirmar;
- Marcelo Maranata (PSDB): quarta-feira (9);
- Luciano Zucco (PL): quinta-feira (10).
A cobertura completa da CNN Brasil nas eleições de 2026 também contará com entrevistas de candidatos à Presidência no programa CNN Prime Time, comandado por Márcio Gomes, além dos debates presidenciais, no dia 14 de setembro, organizado pelo consórcio Momento da Decisão.
O pool reúne 11 veículos de comunicação: CNN Brasil, SBT, RedeTV!, Exame, Terra, Metrópoles, Rádio Itatiaia, Nova Brasil FM, Rede Vida, SBT News e VEJA+ TV.