O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (24) que o governo do presidente americano Donald Trump não descarta o uso da força militar contra o Irã, mesmo com Washington apresentando um plano de “Dia D econômico” contra Teerã.
“De forma alguma estamos descartando o uso de ataques cinéticos em qualquer lugar no Estreito de Ormuz ou nas proximidades do Irã”, disse Hegseth a jornalistas, acrescentando que o Irã não conseguiria suportar a pressão econômica que está sofrendo.
Os comentários vêm após um novo esforço para aumentar a pressão sobre Teerã, em que o governo Trump anunciou, nesta segunda-feira, que expandiu as categorias de “condutas relacionadas ao Irã” pelas quais os EUA poderão aplicar sanções no futuro.
O governo americano planeja estabelecer prazos específicos para que os países encerrem suas relações com o regime.
“Consideramos que a melhor maneira de interagir com os países é por meio da diplomacia discreta, e estamos alinhando expectativas com cada um deles”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent. “Sabemos quem eles são. Eles sabem quem são.”
“Não vou estabelecer prazos, mas não temos paciência infinita aqui”, acrescentou Bessent a repórteres em uma coletiva de imprensa nesta segunda.
Mais tarde, no mesmo dia, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, afirmou que o governo de Donald Trump “não estava em condições” de limitar a atividade econômica de Teerã com outros países.