Bianca Andrade com pielonefrite: entenda doença e riscos aos rins

A influenciadora digital Bianca Andrade utilizou suas redes sociais, nesta terça-feira (18) para fazer um alerta de saúde sobre a pielonefrite, uma infecção inflamatória que atingiu seus rins.

O relato da empresária chama a atenção para os perigos de uma infecção urinária que se desenvolveu com poucos sintomas e, sem o tratamento adequado, sobiu pelo trato urinário até comprometer o funcionamento renal.

O que é a pielonefrite?

A pielonefrite é uma infecção bacteriana que afeta os rins, concentrando-se principalmente na pélvis renal e nos tecidos circundantes. De acordo com informações do Hospital Israelita Albert Einstein, a doença costuma ter origem no trato urinário inferior, especificamente na uretra e na bexiga.

Na maior parte dos casos, a infecção é provocada pela bactéria Escherichia coli, um microrganismo presente naturalmente na flora intestinal que se torna prejudicial ao entrar em contato com o sistema urinário. Outros agentes infecciosos, como as bactérias Proteus mirabilis, Enterobacter e Staphylococcus, também podem desencadear o quadro.

Sintomas e o risco de infecção generalizada

Os sintomas iniciais de uma infecção restrita à uretra e à bexiga englobam dor pélvica, aumento na frequência urinária, ardência ou dor ao urinar, além de urina escura, com odor forte ou presença de sangue. No entanto, quando a bactéria avança para os ureteres e rins, o paciente passa a apresentar febre, dor nas costas, náuseas e vômitos.

No caso de Bianca Andrade, a ausência de dor ou ardência ao urinar mascarou a evolução da doença. A influenciadora relatou ter sentido apenas dor nas costas e febre, sinal que a motivou a buscar ajuda hospitalar.

A gravidade da pielonefrite reside no risco de a bactéria alcançar a circulação sanguínea. Esse fator pode desencadear a sepse (infecção generalizada), um quadro clínico grave que afeta diversos órgãos e pode levar ao óbito se não for rapidamente controlado.

Fatores de risco e prevenção

Por razões anatômicas, as mulheres registram um volume maior de casos de pielonefrite. A uretra feminina é mais curta que a masculina e sua abertura fica mais próxima ao ânus, o que facilita o trânsito de bactérias para o trato urinário.

Outros fatores aumentam o risco de desenvolver a infecção nos rins, tais como:

  • Alterações estruturais ou obstruções no trato urinário (como cálculos renais);
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus;
  • Atividade sexual e mudança de parceiro no último ano.

Para prevenir a proliferação bacteriana e evitar que infecções urinárias evoluam para os rins, especialistas recomendam medidas práticas de higiene e hábitos diários:

  • Higienização correta: realizar a limpeza íntima após evacuar sempre no sentido da vagina para o ânus, nunca o contrário, para evitar o transporte de resíduos fecais;
  • Higiene pós-coito: lavar a região íntima com água e sabão logo após as relações sexuais;
  • Evitar abafamento: dar preferência a roupas íntimas de algodão e evitar peças muito apertadas ou tecidos sintéticos que favoreçam o crescimento de bactérias;
  • Evitar cosméticos íntimos: o uso de desodorantes íntimos pode causar irritações e alterar a proteção natural da região.

O diagnóstico da pielonefrite é feito a partir de exames clínicos, de imagem e análises laboratoriais de urina, como a urocultura e o antibiograma, que identificam a bactéria causadora e o medicamento mais eficaz para combatê-la.

O tratamento principal consiste no uso de antibióticos e, em casos de maior gravidade, pode exigir internação para administração de medicamentos por via intravenosa.

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