O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), manter a inelegibilidade do empresário Pablo Marçal (União Brasil) até 2032, confirmando a condenação anterior e a sanção de inelegibilidade por oito anos, contados a partir da eleição de 2024. Ainda cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Marçal foi condenado, em fevereiro de 2025, por abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais de São Paulo, em 2024, quando disputou o pleito pelo PRTB.
Segundo o processo, o empresário promoveu a publicação massiva de vídeos curtos nas redes sociais “mediante a promessa de prêmios em dinheiro aos produtores de conteúdo com maior número de visualizações”, o que configura “uso indevido dos meios de comunicação social, abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos de campanha”.
A decisão inviabiliza os planos do empresário de disputar uma das duas vagas ao Senado por São Paulo nestas eleições. No último levantamento divulgado pela Genial/Quaest, Marçal soma 9% das intenções de voto e aparece tecnicamente empatado em segundo lugar com Simone Tebet (PSB), que tem 12%. Marina Silva (Rede) lidera, com 14%.