Brasil figura em 69ª posição em ranking da indústria, 2º pior ano seguido

A indústria brasileira de transformação voltou a perder posições no cenário internacional pelo segundo ano consecutivo. Em um ranking que reúne 90 países, o Brasil ficou na 69ª colocação, permanecendo entre o terço das economias com pior desempenho industrial.

Os dados foram compilados pela Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), com base em números da Unido, braço da ONU para desenvolviment industrial.

O levantamento mostra que, apesar da melhora em relação ao quarto trimestre de 2025 — quando o país ocupava a 80ª posição —, o desempenho da indústria brasileira continua abaixo do observado nos anos anteriores.

Naquele período, a queda de 1,8% na atividade industrial foi atribuída, principalmente, à interrupção do ciclo de crescimento da indústria nacional, em um contexto marcado também pela taxa de juros de 15%.

No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial registrou alta de 1,5% na comparação com o último trimestre de 2025. Ainda assim, no acumulado de 12 meses, o desempenho permaneceu negativo, com recuo de 0,1%, resultado que levou o país à 69ª posição no ranking.

A deterioração fica mais evidente na comparação com anos anteriores. No primeiro trimestre de 2025, o Brasil ocupava a 47ª colocação. Um ano depois, caiu 22 posições. Em relação ao primeiro trimestre de 2024, quando aparecia em 33º lugar após registrar crescimento de 1,7%, a perda acumulada chega a 36 posições.

Na comparação trimestral com ajuste sazonal, o avanço de 1,5% da indústria brasileira ficou ligeiramente acima da média global, que foi de 1,2%.

No entanto, o desempenho anual do país continuou inferior ao da indústria mundial. Enquanto a produção industrial global cresceu, em média, 3,1% nos últimos 12 meses, o Brasil registrou retração de 0,1%.

Apesar do resultado negativo, o Brasil não figurou entre os países com os piores desempenhos. As maiores quedas foram registradas por Catar (-4,5%), Suíça (-6,4%), Maldivas (-8,7%), Irlanda (-14,9%) e Guiné (-57,2%).

Na outra ponta do ranking, os maiores avanços foram observados em Angola (112,2%), Cazaquistão (40,1%), Uzbequistão (38,5%), Taiwan (24,6%) e Vietnã (13,7%).

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *