A companhia aérea Azul anunciou que teve suas ações aprovadas para listagem na Nyse (New York Stock Exchange), segundo fato relevante publicado nesta segunda-feira (6).
John Rodgerson, CEO da Azul, avalia este como “um novo capítulo” para a companhia, destacando que a empresa saiu “mais forte, com governança aprimorada,
uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, após seu processo de reestruturação.
A companhia entrou em maio de 2025 com pedido de proteção judicial sob o Chapter 11 – mecanismo da legislação dos Estados Unidos similar à recuperação judicial brasileira -, anunciando a conclusão do processo pouco menos de um ano depois, em fevereiro passado.
“A listagem na NYSE deverá aumentar nossa visibilidade na comunidade global de investimentos, expandir nosso acesso a investidores institucionais e fortalecer ainda mais nossa posição nos mercados de capitais internacionais”, pontua Rodgerson.
Com a negociação de suas ADSs (American Depositary Shares) e das ações ordinárias na Nyse, a companhia cancelará voluntariamente sua listagem na Nyse American (bolsa focada na negociação de ações de empresas de pequeno e médio porte).
A aérea deve protocolar um requerimento à SEC (Securities and Exchange Commission) para cancelar a listagem de suas ADSs e das ações ordinárias na Nyse American em até 10 dias corridos da notificação à Nyse American – ou seja, em ou após 16 de julho de 2026 -, e o processo deve se fazer efetivo 10 dias corridos após o protocolo junto à SEC.
A Azul acredita que a listagem na Nyse “servirá melhor seus acionistas e a comunidade de investidores em geral” do que a negociação na Nyse American.
A companhia espera que seus papéis passem a ser negociados a partir do pregão de 9 de julho.
As negociações das ações ordinárias na B3 seguirão normalmente.