O BofA (Bank of America) notou um “aumento de interesse grande” dos investidores pelos mercados da América Latina em 2026, segundo David Beker, chefe de Economia no Brasil e Estratégia para a região do banco.
Porém, enquanto as principais economias da região – Brasil e México – têm apresentado sinais que deixam o investidor mais cauteloso, o interesse tem crescido por países que passaram recentemente por eleições presidenciais.
É o caso de Colômbia, Peru e Chile, que, segundo Beker, têm deixado “o pessoal mais interessado”.
O economista relata que os clientes têm buscado possibilidades de retorno maiores após a confirmação de candidatos pró-mercado nas urnas poder significar maiores investimentos. A estratégia é de montar posições overweight nos principais índices desses países.
Beker ressalta, porém, que as possibilidades são mais limitadas nestes mercados que possuem menos ações listadas e, consequentemente, menor liquidez.
O BofA vê que ainda há interesse em Argentina, mas que as incertezas crescem em torno das disputa presidencial do próximo ano.
No caso do Brasil, o que afasta o investidor internacional é a reversão das expectativas por cortes de juros – que antes apontavam a possibilidade de mais cortes no país -, o arrefecimento do choque positivo no preço da gasolina com a amenização das tensões no Oriente Médio e as dúvidas sobre o processo eleitoral.
Quanto ao México, os riscos apontados por Beker são de uma economia crescendo pouco, o Banco Central mexicano sem espaço para seguir com a flexibilização de sua política monetária, o downgrade por agências de crédito e a incerteza em torno do acordo comercial com Estados Unidos e Canadá, USMCA.