O terror “Backrooms: Um Não-Lugar” ganhará novas sessões nos cinemas com uma versão estendida de 15 minutos a mais de filme. Dirigido pelo novato Kane Parsons, o longa-metragem é baseado em uma lenda nascida em fóruns online — e foi sucesso imediato de bilheteria.
Em menos de uma semana de estreia, o longa-metragem arrecadou US$ 118 milhões (cerca de R$ 600 milhões) ao redor do mundo, segundo o Box Office Mojo, conquistando 10 vezes mais do que custou para ser feito — US$ 10 milhões (cerca de 50 milhões).
Na produção, Chiwetel Ejiofor dá vida a Clark, dono de uma loja de móveis à beira da falência. Entre o marasmo e o lento colapso de uma vida marcada por um casamento fracassado e um sonho abandonado de ser arquiteto, ele busca apoio nas sessões com a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), psicóloga que, enquanto tenta ajudar seus pacientes a encontrar sentido, enfrenta seus próprios traumas não resolvidos.
Quando tudo parece estar no limite, Clark descobre no porão da loja um portal para um labirinto de cômodos intermináveis, com a aparência familiar de escritórios comuns, mas de proporções impossíveis. Fascinado e perturbado, ele convence sua funcionária Kat (Lukita Maxwell) e o namorado dela, Bobby (Finn Bennett), a ajudá-lo a mapear aquele espaço de arquitetura surreal, onde ruídos inexplicáveis sugerem que algo sinistro pode estar à espreita.
A nova versão de “Backrooms: Um Não-Lugar” estreia em julho nos cinemas, ainda sem data confirmada.
O que são “Backrooms”?
Backrooms (que significa “salas dos fundos”, em tradução literal) é uma lenda urbana e um conceito de terror digital (creepypasta) que descreve uma dimensão paralela ou uma falha na realidade. A ideia central é que uma pessoa pode, por acidente, “atravessar” a nossa realidade e ficar presa em um labirinto infinito de salas vazias e assustadoras.
No visual, assim como no filme, há o destaque para paredes amareladas, carpetes úmidos e mofados e teto com luzes fluorescentes. Caracteriza-se por uma área que se estende por quilômetros sem fim, causando uma sensação de desespero e perda de noção de tempo.
Com o tempo, a comunidade da internet expandiu esse universo, criando uma “mitologia” própria com centenas de níveis adicionais. Em níveis mais profundos, as histórias dizem que existem criaturas perigosas e anomalias que perseguem aqueles que se perdem por lá.
O filme se classifica como horror liminar, subgênero de terror psicológico focado em “espaços liminares”: locais de transição (corredores, saguões, escadarias), que normalmente são movimentados, mas que se encontram vazios.
Assista ao trailer de “Backrooms: Um Não-Lugar”