Entenda por que a França não conseguiu bloquear o acordo Mercosul-UE

Apesar do voto contrário e da pressão da França, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, ratificado pelo Conselho Europeu, será assinado neste sábado (17), no Paraguai.

Na votação no Conselho, era necessário que ao menos 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população do bloco, fossem favoráveis ao tratado.

O aval da Itália abriu caminho para que o Conselho formasse maioria para a aprovação.

Apenas França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria votaram contra o acordo, o que não foi suficiente para barrar a decisão, já que os demais países favoráveis garantiram tanto o critério de número mínimo de Estados quanto o de representatividade populacional exigidos nas votações do Conselho da União Europeia.

Após a aprovação no Conselho e assinatura, o acordo segue para o Parlamento Europeu, onde precisa de uma maioria simples para ser ratificado.

Questões políticas do tratado, como a parte de cooperação política e ambiental, são de competência dos Estados membros e requerem aprovação dos parlamentos nacionais.

A parte comercial do acordo não requer aprovação de cada país, mas apenas do Parlamento Europeu. Nada pode ser vetado, portanto, por um sócio individualmente.

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