A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) realizou as primeiras oitivas nesta semana. Embora apreciados diversos requerimentos, a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou de fora.
Frei Chico é vice-presidente do Sindnap (Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical), entidade suspeita de envolvimento em esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. A oposição, entretanto, não desistiu do depoimento e traça estratégias para convocá-lo.
O irmão de Lula é alvo de ao menos 12 requerimentos protocolados na CPMI. Os pedidos incluem demandas por convocação para prestar depoimento ao colegiado, quebra de sigilo bancário e fiscal e requerimento de relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Em um momento inicial, o colegiado, em acordo, aprovou requerimentos de oitivas a nomes de destaque, como dez ex-presidentes do INSS e ex-ministros. A CPMI também tomará depoimento de presidentes de entidades que firmaram acordos de cooperação técnica com o INSS.
Frei Chico, por sua vez, ficou de fora dessa leva de aprovações por não ser presidente da associação, mas apenas vice. Parlamentares de oposição, por outro lado, consideram primordial o depoimento pelo potencial de desgastar o governo.
“Após passar essa fase, os requerimentos apresentados serão deliberados e há centenas de requerimentos, dentre os quais o de convocação do irmão do Lula, Frei Chico. Sem dúvida nenhuma a oposição vai defender que ele seja convocado”, afirmou Marcel Van Hattem (Novo-RS).