Grupo é denunciado por crimes violentos em destinos turísticos da Bahia

O MPBA (Ministério Público da Bahia) denunciou 13 pessoas por envolvimento com uma organização criminosa apontada como ultraviolenta e com atuação em destinos turísticos procurados como Trancoso, Arraial d’Ajuda, Porto Seguro e localidades próximas. Segundo o órgão, o grupo era liderado por José Venâncio Farias dos Santos, conhecido como “Cadu” ou “Du Love”, e tinha uma estrutura dividida entre setores de comando, operação, finanças e apoio.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (14) e, também de acordo com o MPBA, os denunciados são investigados, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como organização criminosa considerada “ultraviolenta, tráfico de drogas, lavagem de capitais e favorecimento ao domínio social estruturado”.

A investigação aponta que a organização mantinha uma rede de distribuição de drogas, inclusive por meio de entregas, além de pessoas responsáveis pela arrecadação e movimentação do dinheiro do tráfico. O grupo ainda teria estrutura para armazenar drogas, transportar armamentos e negociar a compra de armas, incluindo fuzis.

A denúncia aponta que, a atuação do grupo envolvia controle territorial, intimidação de rivais e uso de armas. O MPBA afirma ainda que os integrantes recorriam ao chamado “tribunal do crime” para impor regras e aplicar punições internas.

As provas reunidas durante a investigação incluem relatórios de inteligência, análises financeiras, dados extraídos de celulares, movimentações bancárias e registros relacionados ao tráfico de drogas e à negociação de armas.

Divisão de funções

José Venâncio Farias dos Santos, “Cadu” ou “Du Love”, era responsável pela liderança da organização.

O núcleo operacional, conforme o MPBA, era formado por Thierry Santos Sena, Ivanildo Sousa Rocha Neto, Felipe Silva do Nascimento, Everton Valiense Xavier e Almir Gabriel Santos Cabral. Eles são apontados como responsáveis por atividades como distribuição de drogas, entregas, arrecadação de dinheiro, logística e transporte de armas.

O núcleo financeiro seria composto por Francelino Juneo Pereira Ramos, Sérgio Tadeu Félix Lombardo, Rafaela de Jesus dos Santos, Ana Rodrigues dos Santos Neta e Bruno Santos Costa. Segundo a investigação, eles atuavam na arrecadação, movimentação e ocultação de valores provenientes do tráfico.

Já Maiane da Conceição Profeta e Caliane Silva Santos são apontadas como integrantes do núcleo de apoio e suporte operacional. De acordo com o MPBA, elas participavam da distribuição e armazenamento de drogas e da manutenção da estrutura logística do grupo.

A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Os acusados passam a responder ao processo caso a acusação seja recebida pelo Judiciário.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul), como desdobramento da Operação Costa Limpa, em parceria com a Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Eunápolis.

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