Waack: Governos correm para atenuar choque do petróleo com guerra

Trump já provocou vários choques na economia mundial. Mas o do petróleo, que está acontecendo agora, já é descrito como um dos maiores da história.

O cenário que está desenhado era um dos que mais se temia: a interrupção parcial do fornecimento de petróleo por conta de ações militares relacionadas à guerra do Irã. Embora bastante provável, parece ter sido um cenário com o qual Trump não contava.

O governo americano assustou ainda mais os mercados ao sugerir uma série de intervenções para tentar frear a subida de preços. O que expressa o tamanho da preocupação — não só com o preço do barril de petróleo, mas com as consequências para a economia global como um todo.

O governo brasileiro resolveu intervir também. Como a Petrobras não reajusta os preços internos há bastante tempo, causando uma grande defasagem — sobretudo no caso do diesel —, consumidores passaram a armazenar o combustível, sabendo que um aumento virá mais cedo ou mais tarde. Ou seja, há risco de desabastecimento.

A saída do governo foi zerar impostos federais e apelar aos governadores para que façam o mesmo com os impostos estaduais. Preocupadíssimo, menos com o impacto desse tipo de intervenção na formação de preços e muito mais com o efeito eleitoral de combustíveis caros.

A guerra do Irã, iniciada por Israel e pelos Estados Unidos, já dura mais do que a dos 12 dias no ano passado. Ela está se expandindo militarmente pelo Oriente Médio e, econômica e financeiramente, pelo mundo inteiro.

Trump acabou prisioneiro de uma lei famosa em toda guerra: a lei das consequências não intencionais. Começa de um jeito — e ninguém sabe para onde vai.

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