Waack: Chavismo busca sobreviver abrindo petróleo a Trump

No mundo dos fortões, o presidente americano, Donald Trump, adquiriu um pedaço importante da América do Sul, lugar do mundo onde o Brasil já teve voz muito importante. Hoje, não mais. 

Esse pedaço adquirido por Trump tem muito, muito, muito petróleo. O que parece explicar não só o motivo da ação militar do último fim de semana, que culminou com a espetacular captura do ditador Nicolás Maduro. Aquele mesmo que presidia um país com mais eleições do que o Brasil, dizia Lula (PT). 

Maduro foi parar em uma cadeia em Nova York, mas a turma dele está inteirinha lá na Venezuela, menos 32 guarda-costas cubanos, mortos por tropas especiais americanas durante a ação militar.

A turma do ditador venezuelano está disposta, ao que se sabe agora, a negociar com Trump um futuro feliz. A condição é uma só: abertura da Venezuela para exploração do petróleo por empresas, sobretudo, americanas. Nenhuma chinesa, embora sejam atualmente donas de vários campos de exploração.

Já há uma corrida de investidores rumo ao país, apostando que não é necessária uma troca de regime para que o petróleo volte a jorrar, a economia volte a crescer, e os donos do poder possam se perpetuar onde estão.

Como toda aposta, esta também embute um risco. Enorme, na verdade, de fracionamento ainda maior na Venezuela, e incapacidade de controle de todos os agentes políticos por lá, começando por Delcy Rodríguez, que está surgindo como a feiticeira política do fim de Maduro. 

É o começo de uma nova era? Trump acha que sua doutrina, que ele batizou de Donroe, é esse mundo novo, que, na verdade, nem é mais a era dos fortões. Está mais parecido com a era dos chefões, que nunca deram a menor para ideologia, sempre foi só negócios.

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