O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou, em depoimento à PF (Polícia Federal), que a viagem que faria a Dubai não tinha relação com uma tentativa de fuga e que o Banco Central foi previamente avisado sobre o deslocamento. Segundo ele, a interpretação de que estaria deixando o país foi “tirada de contexto”.
A declaração ocorreu em dezembro, quando Vorcaro prestou esclarecimentos à PF no caso que investiga fraudes ligadas ao Banco Master. A CNN teve acesso à oitiva.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro de 2025, por volta das 22h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando embarcaria para Dubai para fechar negócios. Após a prisão, ele foi encaminhado para uma cela na superintendência da PF.
Durante o depoimento, a delegada questionou o banqueiro sobre uma reunião realizada no Banco Central no mesmo dia da prisão e sobre o uso desse encontro para afastar a hipótese de fuga.
Vorcaro respondeu que a viagem já estava planejada e havia sido comunicada anteriormente às autoridades.
“Uma fuga de alguém que avisa a Polícia Federal, acho que na quinta-feira. Eu já tinha viajado uma semana antes para tratar com os mesmos investidores, amplamente divulgado”, argumentou.
Questionado se o negócio já estava fechado no momento em que decidiu viajar, Vorcaro disse que considerava o acordo praticamente concluído.
“Não imaginava ser preso”
Daniel Vorcaro, disse que “nem em seus piores pesadelos” teria imaginado a possibilidade de sua prisão, em novembro do ano passado.
A declaração ocorreu em dezembro, quando Vorcaro prestou esclarecimentos à PF no caso que investiga fraudes ligadas ao Banco Master.
Ao ser questionado pela delegada sobre “algum pressentimento” sobre a existência de um mandado de prisão Vorcaro respondeu: “De maneira nenhuma. Nem nos meus piores pesadelos eu achei que poderia”.