A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou, na quinta-feira (19), as justificativas dos jurados para as notas dadas às agremiações do Grupo Especial.
Nas redes sociais, internautas rapidamente viralizaram os textos para esclarecer uma das principais dúvidas que pipocaram nos últimos dias: a influenciadora Virginia Fonseca, rainha de bateria da Grande Rio, fez a escola perder pontos por problemas em sua fantasia?
Durante o desfile, a majestade enfrentou alguns problemas com sua fantasia. O costeiro volumoso, com cerca de 12 kg, precisou ser removido no meio da apresentação algumas vezes, após a empresária reclamar de dores. Além disso, o tapa-sexo chegou a descolar parcialmente ao longo da avenida – sem deixar a genitália à mostra.
Conforme o material, o jurado Paulo Paradela, despontou a escola de Caxias em 0,2, pelo subquesito de concepção nas alas 7 e 16. Já Priscila Dias, tirou 0,1 na mesma categoria, apontando a ala 24.
Já em Bateria, a agremiação recebeu a segunda pior nota, perdendo apenas para a Acadêmicos de Niterói. Os ritmistas, comandados por mestre Fafá, receberam três notas 9,9 e perdeu 0,2 décimos. As justificativas também não apontam o nome de Fonseca.
Leia o que cada jurado apontou:
Nelson Pestana
No subquesito criatividade e versatilidade, houve variações rítmicas durante as bossas (desenhos rítmicos), faltou fluidez (flow) gerando quebra de continuidade, prejudicando o valor rítmico agregado do conjunto bateria, dando uma sensação de “peso morto”. (-0,1)
Rafael Barros
Manutenção da cadência (4,0): A cadência regular da bateria foi mantida ao longo de toda a apresentação, porém do módulo 4.
Conjugação dos instrumentos (3,0): Pode-se ouvir todos os naipes com clareza, alguns trechos foram afetados, justificando em sonoridades bem encaixadas durante execução do samba.
Criatividade e versatilidade (4,4): Na proposta do arranjo houve cadência e interversatilidade, porém houve dificuldades rítmicas, próprias à harmonia recebida pelos líderes de acordes que o manual do módulo. Padrões rítmicos de maior complexidade poderiam ter sido utilizados para explorar o ritmo do enredo – a magia dos manguezais.
Hélcio Eduardo
Subquesito: Manutenção da Cadência
A bateria manteve o ritmo, a cadência e a sustentação em consonância com o samba-enredo durante a apresentação no Módulo 1.
Pontuação: 4,0 pontos
Subquesito: Conjugação dos Instrumentos
A conjugação dos sons emitidos pelos diversos instrumentos não sofreu alterações, sendo mantido o equilíbrio instrumental.
Pontuação: 3,0 pontos
Subquesito: Criatividade e Versatilidade
As bossas apresentadas foram versáteis e criativas, sendo bem executadas e com elevado grau de dificuldade.
Pontuação: 3,0 pontos
Nota final: 10,0
Geiza Carvalho
Manutenção da cadência: a bateria manteve a cadência em consonância com o samba-enredo, sem ocorrências de alterações bruscas que comprometessem o andamento desenvolvido, justificando a pontuação 10.
Conjugação dos instrumentos: observou-se perfeita conjugação dos sons emitidos pelos diversos instrumentos e equilíbrio sonoro entre os naipes. As bossas e paradinhas foram executadas com clareza, coesão musical e correta adequabilidade das intervenções. Justifico a pontuação 10.
Criatividade e versatilidade: o arranjo apresentou boa estrutura, performance, exploração de texturas, variações timbrísticas, clareza sonora e bom equilíbrio entre os naipes. As bossas se apresentaram criativas, bem executadas e evidenciaram boa organização na construção do arranjo. No entanto, o desenvolvimento dessas propostas careceu de ampliação progressiva significativa [trecho apagado] justificando a pontuação 3,0.