Venezuela liberta 17 presos políticos, afirma comitê

A Venezuela libertou 17 presos políticos neste sábado (14), informou o comitê de direitos humanos do movimento de oposição Vente Venezuela em uma publicação na rede social X.

A ONG Clippve também noticiou separadamente a libertação dos presos políticos, que incluíam dez homens e sete mulheres.

O governo venezuelano ainda não se manifestou sobre o assunto.

Legisladores venezuelanos na quinta-feira (12) adiaram o debate sobre um projeto de lei de anistia que tem o objetivo de conceder clemência imediata a pessoas presas por participarem de protestos políticos.

A presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder no mês passado após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, atendeu às exigências da administração Trump sobre vendas de petróleo e libertou centenas de pessoas que grupos de direitos humanos classificam como presos políticos, como parte da normalização das relações entre os dois países.

Uma versão completa da lei ainda não foi lida no Legislativo, presidido pelo irmão de Rodríguez, Jorge Rodríguez, mas rascunhos recentes vistos pela agência de notícias Reuters esta semana são significativamente menos generosos do que uma versão anterior.

Versões mais recentes não listam os crimes considerados ações políticas — incluindo incitação a atividades ilegais, resistência às autoridades, rebelião e traição — que antes eram detalhados, não concedem anistia a quem foi acusado de difamação por criticar as autoridades e não revogam alertas vermelhos da Interpol.

Além disso, o projeto atualizado não prevê a devolução de bens das pessoas detidas, nem a revogação de proibições de ocupar cargos públicos por motivos políticos ou o cancelamento de sanções contra meios de comunicação, como a versão anterior faria.

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