O governo de Donald Trump solicitou à Suprema Corte dos Estados Unidos nesta sexta-feira (17) que permita o envio de tropas da Guarda Nacional para Illinois, em um momento em que o presidente republicano faz movimentos para expandir o uso das Forças Armadas para fins domésticos.
O Departamento de Justiça entrou com um pedido de emergência solicitando que o tribunal bloqueasse uma decisão anterior que interrompeu o envio de centenas de tropas para a área de Chicago enquanto a disputa sobre o plano de Trump continua.
Trump ordenou o envio de tropas da Guarda Nacional para Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, e para Portland, Oregon, após já ter mobilizado forças em Los Angeles, Memphis e Washington.
O presidente americano tem procurado utilizar forças militares para reprimir protestos e apoiar ações de fiscalização da imigração dentro do país.
Trump e seus aliados descrevem essas cidades como locais sem lei, devastadas pelo crime e assoladas por grandes e violentos protestos que precisam de intervenção militar.
Prefeitos e governadores democratas, assim como outros críticos de Trump, sustentam que as denúncias trazem um relato falso da situação e um pretexto para enviar tropas para punir adversários, acusando o líder republicano de abuso de poder.
Juízes federais expressaram ceticismo com relação à visão do governo.
As manifestações sobre os esforços agressivos do governo para a aplicação da lei de imigração têm sido em grande parte impostas e de tamanho limitado, segundo autoridades locais, longe das condições de “zona de guerra” descritas por Trump.
Embora o presidente tenha sugerido que as tropas podem ser usadas para combater o crime, a Guarda Nacional e outros militares, de acordo com a legislação dos EUA, normalmente não têm permissão para se envolver na aplicação da lei civil.
Ainda que um presidente dos EUA possa enviar a Guarda Nacional sob certas autoridades, Trump está testando os limites desses poderes ao enviar tropas para cidades controladas por seus adversários políticos.