Trump erra ao tratar países como “geleia” que iria moldar, diz economista

A política comercial dos Estados Unidos tem causado um enfraquecimento significativo nas relações internacionais, especialmente com o Brasil, devido à falta de confiabilidade demonstrada pelo país norte-americano, segundo análise do economista Eduardo Giannetti. Ele também critica a postura americana de declarar uma guerra comercial não apenas contra uma nação específica, mas contra o mundo todo.

Segundo Giannetti, a estratégia americana de tentar forçar mudanças nas políticas domésticas de outros países por meio de pressão comercial não tem surtido o efeito desejado. Um exemplo citado é a Índia, que enfrentou tentativas de pressão relacionadas à compra de petróleo russo, resultando em uma tarifa de 50% similar à aplicada ao Brasil.

Reação internacional e busca por alternativas

O economista destaca que a forma pública e impositiva das ações americanas impossibilita recuos diplomáticos por parte dos países afetados, já que nenhum governo pode aparecer “cedendo de joelhos” a imposições estrangeiras. Esta dinâmica tem acelerado a busca por alternativas comerciais e financeiras que não dependam dos Estados Unidos.

Como consequência, o empresariado brasileiro tem intensificado a procura por novos mercados para produtos como soja, café e carne. Acordos comerciais com México, Índia, China e União Europeia ganham força, demonstrando possibilidades de diversificação que não dependem do mercado americano.

Traçando essa aproximação, o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Geraldo Alckmin realizou uma visita oficial aos mexicanos, onde tratou com a líder do país, Claudia Sheinbaum, sobre a Embraer, – empresa afetada pelo tarifaço de Trump – sobre vistos e de acordos na saúde.

Alternativas ao dólar

Giannetti aponta ainda para o surgimento de iniciativas para criar sistemas de pagamento que não dependam exclusivamente do dólar nas transações internacionais, algo acelerado pela postura reativa dos Estados Unidos. Segundo ele, este movimento é “perfeitamente legítimo”.

“Se os Estados Unidos acharam que a intimidação ia levar a uma rendição e que o mundo era uma geleia que eles podem manipular do jeito que bem entendem, eles se enganaram redondamente. O mundo tem espinha dorsal e reage, e não vai aceitar a chantagem”, conclui o economista.

WW Especial

Apresentado por William Waack, programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.

publicado por Danilo Cruz, da CNN Brasil em São Paulo

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