O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se encontrou na tarde desta quinta-feira (15), na Casa Branca, com a líder da oposição da Venezuela e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado.
Este é o primeiro encontro presencial entre eles, que se falaram somente por telefone até o momento.
A reunião ocorre após a operação americana que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro. Depois da deposição do líder chavista, Trump decidiu não endossar a opositora e questionou o apoio e respeito que ela teria no país.
Delcy Rodríguez, então vice-presidente da Venezuela, foi então nomeada presidente interina. As autoridades americanas afirmaram que mantêm contato com ela.
Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz em outubro por sua luta contra o que o Comitê Nobel Norueguês chamou de ditadura. O dia em que recebeu o prêmio foi a última vez que ela falou com Trump, conforme relatou ao programa “Hannity” da emissora Fox News no início deste mês.
A líder, amplamente considerada a opositora mais confiável de Maduro, deixou a Venezuela, onde estava escondida, para viajar à Noruega e receber o prêmio. Ela disse durante o Hannity que ainda não havia retornado ao seu país, mas que planejava voltar assim que possível.
Pouco depois da operação de 3 de janeiro, Trump disse que seria difícil para Corina Machado liderar a Venezuela, afirmando que ela não tem o apoio ou o respeito do povo.
No entanto, Machado tem algo que Trump há muito deseja — um Prêmio Nobel. Ela sugeriu que ofereceria seu prêmio ao presidente dos EUA, e ele disse que seria uma “honra” recebê-lo, embora o Instituto Nobel norueguês tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido.
Quando questionado na sexta-feira (9) se receber o prêmio de Machado faria com que ele reconsiderasse sua visão sobre o papel dela na Venezuela, Trump não respondeu diretamente.