O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta sexta-feira (20) que o governo do Irã deveria “negociar um acordo justo”, em meio a ameaças de uso de força militar.
“Sabe, o povo do Irã é muito diferente dos líderes do Irã. E é uma situação muito, muito, muito triste”, comentou Trump em coletiva de imprensa.
Mais cedo, a agência de notícias Reuters noticiou que o planejamento militar dos EUA em relação a um possível ataque ao Irã está em estágio avançado.
Segundo as fontes da agência, os alvos podem incluir líderes do regime, assim como no conflito de 12 dias com Israel no ano passado.
Além disso, Trump disse nesta sexta que está considerando fazer ataques limitados no território iraniano, como forma de pressionar as autoridades a fecharem um acordo.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.
O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.
*com informações da Reuters