Sobe para 21 número de mortos em ataque a dormitório estudantil na Ucrânia

O número de mortos em um ataque com drone a um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada pela Rússia, no leste da Ucrânia, subiu para 21, de acordo com a RIA, agência estatal russa.

Muitas das vítimas são mulheres jovens, disseram autoridades russas após um debate na ONU sobre o incidente.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou na sexta-feira (22) que suas forças armadas preparassem opções de retaliação contra a Ucrânia, após Moscou acusar Kiev do que descreveu como um ataque deliberado com drones contra uma escola de formação de professores na cidade de Starobilsk.

As Forças Armadas da Ucrânia negaram a responsabilidade pelo ataque, afirmando que atingiram uma unidade de comando de drones de elite na área e que suas forças cumpriram o direito internacional humanitário. Putin afirmou que não havia instalações militares na região.

A agência Reuters não conseguiu verificar de forma independente o que aconteceu.

No sábado (23), no local do acidente, um guindaste trabalhava para remover os escombros de uma enorme abertura no prédio. Dentro de uma sala de aula destruída, tijolos e poeira cobriam fileiras de carteiras de alunos com a frase “Eu amo inglês” escrita na parede.

Em outro local, uma escadaria estava bloqueada por destroços.

Leonid Pasechnik, chefe da administração instalada pela Rússia na região, publicou uma lista preliminar com detalhes das 18 vítimas. A maioria era do sexo feminino e a mais jovem tinha acabado de completar 18 anos. Ele também publicou uma lista com 41 feridos, o mais jovem com 15 anos.

Um morador local disse que foguetes atingiram uma antiga base militar e que drones, em seguida, atingiram o dormitório estudantil, causando incêndios.

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU convocada pela Rússia na sexta-feira (22), a Rússia acusou a Ucrânia de crimes de guerra em relação ao incidente, enquanto a Ucrânia afirmou que se tratava de uma alegação infundada que não havia sido verificada de forma independente.

Diversos países solicitaram acesso ao local, enquanto funcionários da ONU condenaram todos os ataques contra civis, lembrando o ataque com mísseis russos a um depósito da ONU na Ucrânia nesta semana, que matou dois trabalhadores e destruiu US$ 1 milhão em ajuda humanitária.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *