Após o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski, o Consesp (Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública) divulgou uma nota oficial na qual defendem a criação de ministério voltado exclusivamente para a Segurança Pública.
Em nota, o colegiado agradeceu ao ex-ministro e afirmou que o momento é “oportuno e estratégico” para a separação das pastas.
O Consesp retomou uma carta aberta publicada em setembro, na qual sustenta que a segurança pública deve ter uma estrutura própria no governo federal, com dedicação exclusiva ao tema.
Segundo os secretários, a mudança fortaleceria a articulação entre União, estados, Distrito Federal e municípios, além de consolidar a política nacional de segurança como um “elemento estabilizador”.
O grupo defendeu que o futuro ministro da nova pasta seja alguém com experiência direta na área, familiaridade com a realidade das forças de segurança e capacidade de conduzir pautas legislativas complexas.
No texto, os secretários sugerem nomes: o atual secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O conselho também se colocou à disposição do governo para colaborar tecnicamente na estruturação da nova pasta, caso ela seja criada.
A possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas voltou a ser discutida no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o anúncio da saída de Ricardo Lewandowski.
Conforme mostrou a CNN, porém, a iniciativa divide o governo e aliados. A dúvida já não reside sobre a necessidade da criação do novo ministério para tratar do tema que mais preocupa os brasileiros, mas sobre a conveniência de concretizá-lo no fim do mandato.
O argumento é que criar a pasta agora seria dar munição à oposição, pronta para propagar que se trata apenas de uma medida eleitoreira.