A reunião marcada entre André Mendonça e investigadores da Polícia Federal deve ter caráter essencialmente burocrático e procedimental, conforme apuração de Larissa Rodrigues, ao CNN 360º. O encontro, previsto para as 17 horas, faz parte de uma série de conversas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, atual relator do caso Banco Master, e os responsáveis pela investigação na PF.
“O que temos ouvido, especialmente de fontes da Polícia Federal, é que deve ser mais uma conversa e muito voltada para questões burocráticas, mas, que, apesar disso, é vista com bons olhos pelo comando da própria PF”, apontou Rodrigues.
Esta aproximação representa uma mudança na forma de relacionamento entre o STF e a PF desde que Mendonça assumiu a relatoria do caso após a saída de Dias Toffoli. A expectativa é que essas reuniões se tornem constantes, ocorrendo praticamente toda semana.
Foco técnico e operacional
As conversas têm acontecido diretamente com a delegada responsável pelo caso, Janaína Palazzo, outros delegados participantes da investigação e alguns peritos, reforçando o caráter técnico dos encontros. “Por isso que falam que essas reuniões são burocráticas e muito pontuais, vão trazendo o que de fato a Polícia Federal está levantando”, relatou a analista.
Segundo as fontes, estas reuniões são pontuais e focadas exclusivamente nos aspectos investigativos, sem abordar os recentes embates institucionais entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.
Um ponto importante é que a iniciativa de Mendonça visa munir o Supremo Tribunal Federal com informações atualizadas sobre o andamento das investigações. Na reunião desta segunda-feira, espera-se que sejam discutidos os próximos passos da investigação do caso Banco Master, tema sobre o qual o ministro tem demonstrado especial interesse em compreender detalhadamente.