Reino Unido mobiliza navio de guerra após ataque à base no Chipre

O Reino Unido vai enviar um navio de guerra após um ataque a uma base militar no Chipre, anunciou o primeiro-ministro Keir Starmer, em meio à preocupação de rivais políticos e do seu próprio partido de que a Grã-Bretanha corra o risco de ser arrastada para o conflito mais amplo no Oriente Médio.

O Reino Unido está enviando helicópteros com capacidade antidrone e o navio HMS Dragon da Marinha Real para a região, disse Starmer, citando a “segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali baseado” e classificando a medida como uma continuação das “operações defensivas”.

Starmer tem afirmado consistentemente que o Reino Unido não se juntará aos EUA e a Israel em qualquer ação ofensiva, mas alguns expressaram preocupação de que o país possa ser arrastado para outro conflito semelhante ao do Iraque, já que os interesses britânicos estão sendo diretamente visados.

Na segunda-feira (2), um drone foi abatido na pista da base aérea da RAF em Akrotiri, Chipre, um centro fundamental para as operações aéreas do Reino Unido no Oriente Médio. Acredita-se que este seja o primeiro ataque à base britânica desde 1986.

Segundo um porta-voz do governo cipriota, mais dois drones que se dirigiam para a base aérea da RAF Akrotri na manhã de segunda-feira foram interceptados.

Starmer autorizou os EUA a usar bases britânicas para ataques “defensivos” contra instalações de mísseis iranianos, alegando que isso é necessário para a “autodefesa coletiva” dos aliados e para proteger vidas britânicas.

Alguns parlamentares do Partido Trabalhista, liderado por Starmer, alertaram que o governo está repetindo erros do passado. “Acho que estamos sendo arrastados para isso, assim como fomos no Iraque”, disse o deputado trabalhista John McDonnell à BBC .

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

*Catherine Nicholls e James Frater, da CNN, contribuíram para esta reportagem.

 

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